Correio de Carajás

Mestranda da Unifesspa é finalista em prêmio nacional que fortalece o ensino de Artes

Socorro é graduada em Letras e em Artes Visuais, já atuou como preceptora em projetos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência

Arte montada pela instituição para cumprimentar Maria do Socorro

A mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras (Poslet) da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Maria do Socorro Camelo Sousa, é uma das finalistas do XXIII Prêmio Arte na Escola Cidadã. Realizada desde o ano 2000, pelo Instituto Arte na Escola (IAE), a honraria tem o objetivo de reconhecer, revelar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por professores de Artes em exercício, bem como reconhecer e divulgar projetos exemplares nesta área de conhecimento em todo o país.

Socorro é graduada em Letras e em Artes Visuais, já atuou como preceptora em projetos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) da Unifesspa, é professora da rede municipal de ensino de Marabá e atualmente escreve dissertação de Mestrado sobre a obra de Augusto Boal, sob a orientação do professor Dr. Abílio Pacheco. A pesquisadora é a única semifinalista representante do estado do Pará e o resultado final do prêmio será divulgado em uma cerimônia no dia 21 de julho de 2022.

O Projeto que foi submetido ao prêmio, é um teatro intitulado Canoeiros e Canoeiras das Palavras – Construção Cênica: O menino que ouvia estrelas e se sonhava canoeiro. Essa construção cênica partiu da obra literária do escritor paraense Antonio Juraci Siqueira, “O menino que ouvia estrelas e se sonhava canoeiro” escrita em versos de cordel o autor narra sua autobiografia desde a sua infância, seu sonho de menino, os caminhos que percorreu para o desabrochar da poesia, e como se tornou canoeiro da poesia, na qual foi adaptado para o teatro, com autorização do autor. O projeto foi realizado na Escola Irmã Adelaide Molinari, uma escola do campo de Marabá, nas turmas de 5º ano. Sua finalidade não era só o fazer teatro em si, mas também, o processo de construção e as descobertas de habilidades dos alunos em outras linguagens artísticas, tais como: música, artes visuais, dança e literatura. Para a realização dessa montagem cênica, foi desenvolvida com os alunos, atividades como: leitura e discussão do livro em que a peça foi baseada; pesquisa sobre o autor através de textos, vídeos e outros; entrevista com o autor; estudos sobre o teatro popular e literatura de cordel; realização de jogos teatrais de preparação; estudo do texto teatral (ensaios); construção do figurino, cenário e apresentação da peça.

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Ao participar da 23° edição do prêmio, Maria diz estar muito orgulhosa e emocionada em saber que outros irão conhecer o projeto desenvolvido com os alunos. “Foram mais de mil projetos inscritos na fase inicial e saber que sou finalista me deixa muito feliz. Feliz em ser uma finalista, a escola ser finalista, os meninos e meninas serem finalistas, pois o projeto só foi realizado, porque eles abraçaram e se envolveram, o protagonismo todo são deles e delas”, disse a professora.

Prêmio Arte na Escola Cidadã – Devido ao crescimento no número de professores lecionando Artes nas escolas, a premiação vem para trazer reconhecimento. O Prêmio tem a missão de incentivar professores, dando visibilidade para projetos que guardam em si a potência de transformar alunos, cidadãos, comunidades.

Podem participar professores ou equipes de professores que desenvolveram projetos envolvendo uma ou mais linguagens artísticas (música, teatro, artes visuais, dança). Os projetos devem ser realizados, em escolas de ensino regular, públicas ou particulares, de todo o território nacional.

Mais informações podem ser encontradas no site https://artenaescola.org.br/premio. Todos os inscritos – independentemente de serem premiados ou não – receberão um Material Educativo digital para trabalharem em sala de aula, a partir da peça Antígona Recortada, com a artista Roberta Estrela D’Alva. (Ascom Unifesspa)

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