📅 Publicado em 01/09/2026 18h12✏️ Atualizado em 01/09/2026 18h13
O município de Marabá ganhou o Memorial da Luta Camponesa no Sudeste e Sul do Pará, espaço criado para preservar e dar visibilidade à história das lutas de indígenas, quilombolas e camponeses pela conquista e defesa de territórios na região do Araguaia/Tocantins.
O projeto é desenvolvido pelo Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP), em parceria com organizações da região. O acervo reúne registros de conflitos agrários, incluindo assassinatos, massacres, destruição de moradias e plantações, prisões e episódios de resistência.
A iniciativa também documenta conquistas obtidas ao longo dessas disputas. Entre os principais registros está a criação de mais de 500 projetos de assentamento na região, resultado de processos de resistência de posseiros, trabalhadores rurais sem-terra e camponeses durante diferentes ciclos econômicos, do extrativismo da castanha aos garimpos e à mineração.
Leia mais:A inauguração reuniu representantes da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade do Estado do Pará (UEPA), movimentos sociais, sindicatos, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e outras organizações. A programação incluiu visita ao espaço e debates sobre a história da luta pela terra na região, com participação de familiares de lideranças assassinadas, como Dezinho e Zé Cláudio e Maria.
O memorial terá atualização permanente do acervo e poderá ser utilizado por pesquisadores, estudantes e pela comunidade. O espaço disponibiliza fotografias, mapas, textos, conteúdos audiovisuais, livros, cartilhas e jornais, além de recursos de acessibilidade, como rampas, corrimãos, informações em braile e tradução em Libras.
O projeto foi selecionado pelo Edital 002/2025 de Fomento à Criação de Projetos Culturais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no Pará e funciona na sede da Comuna Cepasp, na Rua Sororó, nº 129, Bairro Novo Horizonte, em Marabá.
As visitações podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 15h às 18h. O projeto também recebe sugestões e doações de materiais bibliográficos e documentos relacionados à história das lutas no campo.
