Prédio da Facimpa, na VP-8, vai oferecer curso de medicina privado ainda este ano em Marabá
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O Ministério da Educação (MEC) acaba de chancelar o credenciamento de mais um curso de medicina para Marabá.  Onze anos depois de iniciar o processo de implantação, a Faculdade de Ciências Médicas do Pará (Facimpa) conseguiu a autorização necessária do governo federal para implantar o curso de medicina em Marabá.

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O credenciamento foi protelado por pelo menos duas ocasiões ao longo da última década, mas no dia 31 de maio, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou no Dário Oficial da União a Portaria de número 1.080, em que homologou o Parecer nº 200/2019, da Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, referente ao Processo e-MEC nº 200802254.

A Facimpa será instalada em um prédio construído com esse objetivo em 2008, na VP-8, Nova onde está funcionando atualmente a Unopar. A faculdade será mantida pelo Instituto Paraense de Educação e Cultura Ltda, com sede em Marabá, mas está ligado à FAME (Faculdade de Medicina de Barbacena), na cidade de Barbacena, em Minas Gerais.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM), Raimundo Nonato Araújo Júnior, que vinha mantendo um contrato de aluguel da estrutura da Facimpa, onde funcionava o Futuro Educacional durante o dia e a Unopar à noite. Com a aprovação da instalação do curso de medicina, Raimundo Júnior já retornou o Futuro Educacional para sua estrutura própria, na Marabá Pioneira, para dar lugar às turmas de medicina, que vão funcionar em regime integral (manhã e tarde). Já a Unopar permanece no prédio, porque as aulas só ocorrem à noite.

O número de vagas para o curso de medicina seria em torno de 60, divididos em algumas turmas e o vestibular está previsto para ocorrer em julho próximo, com o início das aulas em agosto deste ano. Quem fixa o número de vagas é a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES).

Em 2013, a UEPA (Universidade do Estado do Pará) foi a pioneira com o curso de medicina em Marabá. Agora, o município caminha a passos largos para se consolidar como polo universitário de saúde do Estado e, de acordo com dados do Censo do Ensino Superior 2018, possui atualmente 17.400 universitários. Aqui, já existem os cursos de Enfermagem (Faculdade Carajás); Saúde Coletiva (Unifesspa); Biomedicina (Uepa) e ainda Fisioterapia e Educação Física (Metropolitana).

Antes da aprovação Facimpa, técnicos do MEC estiveram em Marabá e a estrutura recebeu nota 4,0, numa avaliação que vai até 5,0. Antes do início das aulas, ainda haverá uma pequena reforma e adequação dos prédios da faculdade.

A carreira em Medicina, além de ser dinâmica e possuir alta empregabilidade, é bem remunerada. Para chegar lá, no entanto, é preciso preparar o bolso. A faculdade de medicina não é nada barata. E tem ainda o agravante de ser um curso em tempo integral, ou seja, é praticamente impossível trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Por outro lado, é um investimento que se recupera em poucos anos. Com a média salarial mais alta do Brasil, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a medicina está entre as carreiras mais prestigiadas – e segue praticamente imune a crises.

O valor médio da mensalidade de Medicina em uma universidade particular é de aproximadamente R$ 5.800 – um montante fora do alcance de muitos brasileiros que não conseguem vencer a altíssima concorrência do curso nas universidades públicas.

A Reportagem do CORREIO fez uma pesquisa e identificou que nenhuma faculdade particular cobra menos de R$ 4 mil no Brasil. No Pará, a CESUPA      (Centro Universitário do Estado do Pará)  a mensalidade custa R$ 6.667,37, enquanto a FAMAZ (Faculdade Metropolitana da Amazônia) custa a bagatela de      R$ 9.565,39.

Já a FAME, que controla a Facimpa, cobra em Barbacena-MG, a bagatela de R$ 7.768,00 de mensalidade neste ano de 2019. Esta mesma FAME faz parte da Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada – FUNJOBE – e possui sete unidades presentes em cinco cidades, atuando nas áreas de educação, saúde, assistência social e comunicação.

(Patrick Roberto e Ulisses Pompeu)

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