A educadora Leia Sousa, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, ganhou reconhecimento nacional ao vencer o Prêmio LED, iniciativa da TV Globo que valoriza projetos educacionais inovadores capazes de transformar realidades no Brasil.
A premiação foi anunciada durante o especial exibido pela emissora como parte da programação do Festival LED, Luz na Educação, apresentado por Eliana, na quarta-feira (1º de abril). A apresentadora se emocionou ao entregar os troféus às iniciativas vencedoras que se destacaram no país.
“Meu pai e minha mãe sempre me incentivaram e fizeram de tudo para que eu alcançasse meus objetivos, então devo tudo a eles”, disse Leia à apresentadora Eliana, que por sua vez completou: “Vocês certamente plantaram sementinhas nas vidas das pessoas por meio da educação”.
Leia mais:Na categoria Educadores, Léia Sousa foi premiada pelo projeto “Tecer Mulher”, iniciativa idealizada em Marabá que promove educação, autonomia e fortalecimento social de mulheres por meio de práticas formativas e colaborativas. A educadora paraense foi reconhecida ao lado de Thales Lima do Nascimento, de Serrinha (BA), criador do Biocimento.
Prêmio Educador Transformador
Além do reconhecimento nacional, Leia Sousa também foi premiada na etapa estadual do Prêmio Educador Transformador, promovido pelo Sebrae no Pará. A cerimônia da 4ª edição da premiação foi realizada no final de março, na sede da instituição, em Belém.
Na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação, Léia Sousa conquistou o 2º lugar. Com os dois reconhecimentos, a educadora reforça o protagonismo do Pará na produção de iniciativas educacionais inovadoras e de impacto social.
No total, nove educadores tiveram suas ideias e projetos reconhecidos no Educador Transformador, ocupando os três primeiros lugares em três categorias: Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas, Gestão Escolar Transformadora e Inclusão e Sustentabilidade na Educação.
O Tecer Mulher tira a mulher da posição de passageira do barco e a coloca no seu barquinho próprio para seguir caminho pelo rio. A tecnologia tem o papel de encurtar caminhos, encurtar relações, mas para essas mulheres acaba sendo construído um muro invisível e a gente está derrubando tijolo por tijolo. Eu sou daqui de Marabá, nasci aqui, fui criada em Eldorado dos Carajás, e sou filha de um garimpeiro e de uma lavadeira de roupas.
“Uma infância humilde no coração da Amazônia, na década de 90, foi uma infância sem tecnologias. Eu estava imersa nas brincadeiras que envolviam escola, leitura, a gente riscava as paredes como se fossem quadros. A educação me tirou de um lugar para onde eu não volto mais”.

