Correio de Carajás

Marabaense Thays Rodrigues teve o corpo sepultado em Sapucaia, sul do Pará

Jovem morreu após meses de tratamento contra as sequelas de um episódio de violência seguido de atropelamento em São Luís

Por: Da Redação

O corpo de Thays Rodrigues foi sepultado em Sapucaia, no sul do Pará, na tarde de quinta-feira (10). Ela faleceu depois de meses enfrentando as consequências de um grave atropelamento ocorrido em São Luís, no Maranhão. Natural de Marabá, Thays sofreu ferimentos graves em novembro de 2025 e passou por um longo período de internações, cirurgias e recuperação.

O caso aconteceu na noite de 29 de novembro, no bairro Angelim, naquela capital. Conforme relatos divulgados na época, Thays teria sido agredida pelo ex-companheiro, um empresário marabaense, durante uma discussão. Ainda segundo testemunhas, o homem teria tomado o celular da jovem e arremessado o aparelho em direção à Avenida Jerônimo de Albuquerque.

Na tentativa de recuperar o telefone e fugir da situação, Thays correu para a avenida e acabou sendo atingida por um Fiat Uno. O veículo era conduzido por outro homem e o atropelamento ocorreu nas proximidades do Vite Condominium.

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A jovem sofreu hemorragia intracraniana e uma fratura exposta em uma das pernas. Foi submetida a uma cirurgia de emergência, permaneceu em coma por 50 dias e precisou passar por uma traqueostomia durante o período de internação.

Depois de receber alta, Thays continuou o tratamento aqui no Pará, cuidada pela mãe. A recuperação ainda exigia cuidados e o uso de materiais ortopédicos nas pernas. Meses depois, ela foi submetida a um procedimento para a retirada desses materiais. Durante a intervenção, teria sofrido uma convulsão, precisado ser reanimada e, após ser estabilizada, recebeu alta.

Horas mais tarde, durante a madrugada, Thays sofreu uma nova convulsão e não resistiu. As informações divulgadas apontam que a morte ocorreu após complicações relacionadas aos ferimentos e às sequelas do atropelamento, mas a causa médica exata não foi detalhada oficialmente.

O ex-companheiro negou ter agredido a jovem e apresentou uma versão diferente para o episódio. Testemunhas entre moradores do prédio da moça, no entanto, afirmaram que o atropelamento aconteceu enquanto Thays tentava escapar da situação de violência.

A morte encerra uma luta de meses pela recuperação e volta a chamar atenção para a violência contra a mulher, além dos efeitos prolongados que uma agressão pode provocar na vida das vítimas e de suas famílias. Com o sepultamento em Sapucaia, familiares e amigos se despediram da jovem, cuja trajetória também ficou marcada pela mobilização em torno de sua recuperação.