Correio de Carajás

Marabaense que deixou roupa da virada para a última hora encontra promoções

Movimento está menor que o esperado pelos comerciantes (Fotos: Evangelista Rocha)
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A última segunda-feira do ano (30) foi dia de correria em Marabá para quem ainda não tinha comprado a roupa para usar na virada. Nas lojas da Marabá Pioneira, aquele típico movimento de clientes atrasadinhos procurando a peça de roupa certa. Mas, segundo a vendedora Rosângela Araújo Silva, que trabalha na mesma loja há 16 anos, a expectativa era que o movimento fosse maior nessa véspera de Réveillon.

“Ainda tá meio fraco. No Natal foi bem mais movimentado e muita gente aproveitou pra comprar tudo na véspera do Natal. Tanto que a gente tá vendendo o que sobrou”, disse, ressaltando que as cores mais procuradas são branco e amarelo.

Rosângela: “Ainda tá meio fraco. No Natal foi bem mais movimentado”

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Outra vendedora, Marlete Souza, também classificou o movimento como fraco em comparação com a véspera de Natal. “A nossa expectativa é que nessa terça-feira, que é a véspera mesmo, o movimento melhore, né?”.

Marlete: “A nossa expectativa é que nessa terça-feira, que é a véspera mesmo, o movimento melhore”

Muitas lojas estão oferecendo descontos e preços promocionais para zerar estoque das peças destinadas às festas de fim de ano. O vendedor ambulante Marlon Sandro Marques, que há 20 anos vende roupas temáticas na esquina das Avenidas Antônio Maia com Getúlio Vargas, também baixou os preços esse ano.

“Ano passado eu vendi essas roupas de R$ 25,00, mas pra acabar com o lote baixei as de adulto pra R$ 20,00 e as de criança pra R$ 10,00”, explicou, comemorando que na semana do Natal as vendas foram bem melhor.

Marlon: “Pra acabar com o lote baixei as de adulto pra R$ 20,00 e as de criança pra R$ 10,00”

Quem deixou para procurar a roupa ou o presente em cima da hora teve dificuldade para encontrar a peça ideal. Foi o caso da Fabiana de Sousa, que estava procurando uma camisa para presentear o “amigo secreto”. “Comecei a rodar nessas lojas desde 8 horas da manhã, já são quase 11 e até agora ainda não encontrei a camisa certa”, relatou.

Fabiana: “Já são quase 11 e até agora ainda não encontrei a camisa certa”

Já a professora Andressa Moura estava ajudando o pai a escolher o look para o ano novo. “O meu vestido já está comprado, mas eu tô dando uma olhadinha só pra ter certeza que foi o certo. Vai que eu acho aqui uma roupa mais bonita, né?”.

Andressa: “O meu vestido já está comprado, mas eu tô dando uma olhadinha só pra ter certeza”

Outra que estava à procura da roupa certa era a contadora Janaína Medleg, que só comprou com antecedência olook da filha, Ester, de 5 anos. “Quero um vestido ou um conjuntinho porque são peças igualmente confortáveis”, disse.

SUPERSTIÇÃO

O Réveillon é uma data marcada por superstições e por isso muita gente preserva alguns ritos para receber o novo ano. A professora Andressa Moura é uma dessas pessoas que veste roupas em cores específicas: branco, amarelo ou verde. “Esse ano eu vou usar um vestido amarelo pra chamar mais sorte e fortuna”, disse.

A contadora Janaína Medleg também tinha essa superstição com a roupa nas cores branca ou amarela, mas de uns anos para cá abandonou o rito. “Eu acreditava muito, mas a gente vai mudando e agora prezo pelo conforto”, afirmou.

A mudança também chegou para a Fabiana de Sousa, que há cinco anos criou o hábito de passar a virada na igreja. “É melhor porque a gente passa em paz, com a família, agradecendo a Deus”. (Fabiane Barbosa)

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