Correio de Carajás

Marabaense de 18 anos é aprovado nos EUA e lança ‘vaquinha’ para custear estudos

Faculdade

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Quem nunca sonhou com uma oportunidade de estudo nas melhores universidades do mundo? Pois bem, isso está bem perto de acontecer na vida de um jovem marabaense de apenas 18 anos, que abriu mão do Enem para lutar por uma vaga em alguma universidade dos Estados Unidos da América (EUA). Ele conseguiu nada menos que três aprovações, com direito a bolsa parcial. O estudante é Vinícius D’Lucas da Silva Freitas, que, agora, luta contra o tempo para levantar a quantia de R$ 200 mil, valor necessário para custear pelo menos o seu primeiro ano de estudos fora do Brasil.

As três aprovações foram na: University of Cincinnati, que fica na cidade de mesmo nome, no estado americano do Ohio; a Temple University, na Pensilvânia, e a Hult Business School, faculdade voltada para profissões do ramo empresarial e que tem campus em pelo menos oito países.

Vinícius recebeu por e-mail as cartas das três instituições informando sobre a sua aprovação. A que mais lhe empolgou e que oferece o curso dos seus sonhos, Engenharia Química, é a de Ohio. A abertura da carta diz o seguinte na tradução:

Leia mais:

“Parabéns! Após uma consideração cuidadosa de suas realizações acadêmicas e outras informações de aplicação, estamos entusiasmados em oferecer a você admissão ao programa de Engenharia Química da Universidade de Cincinnati oferecido pela Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas para o semestre de outono de 2021. A Universidade de Cincinnati oferece um ambiente inovador para que alunos como você busquem seus objetivos de ensino superior com programas e serviços que levam a carreiras gratificantes e uma vida gratificante. Em Cincinnati, você terá a oportunidade estudar com professores de renome internacional, ganhar experiências profissionais e se conectar com milhares de Estudantes internacionais”.

QUEM É VINICIUS

Vinícius D’Lucas da Silva Freitas é marabaense, tem 18 anos, cursou ensino médio na Escola Monte Castelo. A mãe, Ana Célia Silva Freitas, sempre se dedicou ao lar e aos dois filhos e o pai dele, Rosivaldo Freitas, trabalha em uma cooperativa de transporte minério. A família também tem uma “pequena roça”, como define o rapaz, de onde sai a complementação da renda do lar com a plantação e venda de açaí.

O irmão mais velho, Leo Richard, de 25 anos, é outro jovem muito aplicado nos estudos, recém formado em Engenharia de Minas pela Unifesspa e agora empregado na mineradora Vale.

COMO NASCEU O SONHO

Para Vinícius, a ideia de tentar vaga no Ensino Superior nos EUA surgiu após uma conversa com a namorada, quando ela citou o caminho seguido por outros estudantes para conseguir tal aprovação. Ele foi estudar sobre o assunto e se preparou para as etapas que deveria seguir. “Abri mão de fazer o Enem brasileiro e dediquei a minha energia e foco integralmente a isso”, explica.

Ele se credenciou ao Scholastic Aptitude Test (Teste de Aptidão Escolar), ou como é mais conhecido – SAT, é um dos exames mais comuns dos EUA, utilizado pelas universidades estadunidenses em seus processos de admissão para graduação.

O exame tem o objetivo de avaliar os conhecimentos e habilidades de raciocínio crítico do aluno através de três áreas: Math (matemática), Critical Reading (linguagem e interpretação de textos) e Writing (escrita). Cada seção da prova tem uma pontuação máxima de 800 pontos. No total, a nota máxima é de 2.400.

Uma pontuação perfeita no exame é de 1.600, enquanto uma pontuação composta média no exame é de 1050. A média do marabaense foi 1.250, ou seja, 200 a mais que a média americana. Ele fez as provas em Joinville (SC).

Vinícius com a mãe, Ana Célia Silva Freitas, e a carta da universidade norte americana | Foto: Evangelista Rocha

 

CUSTOS E DESAFIO

Uma vez aprovado, Vinícius Freitas precisa lutar contra o tempo, agora, para conseguir confirmar a matrícula e custear a faculdade.

Explicou ao CORREIO que ganhou uma bolsa parcial da instituição, equivalente a US$ 10 mil dólares, mas que mesmo assim, ainda precisa pagar US$ 36 mil (anual), o que em valores de hoje, na conversão, daria mais de R$ 199 mil reais.

O valor custeia toda a parte acadêmica, utilização de toda a estrutura educacional da instituição, mas também a moradia dele dentro do campus, em uma vila. Não estão contempladas aí a viagem dele para os EUA, nem gastos pessoais, o que ele ainda vai atrás de viabilizar.

Para não perder a vaga na Universidade de Cincinnati, Vinícius tem até o dia 1º de maio para enviar a confirmação, pagando taxa de 200 dólares. E teria de estar lá nos EUA até o dia 23 de agosto. Há também a possibilidade de, inicialmente, cursar online, levando em conta a pandemia de covid-19 no mundo.

VOOS MAIS ALTOS

Vinícius Freitas explica que uma vez dentro dessa instituição, já sendo conhecido pelos professores de lá e cumprindo as metas do primeiro ano de estudos, que privilegiam os melhores acadêmicos, ele poderia usar esse histórico como trampolim para outra universidade ainda melhor e conceituada, caminho já percorrido por outros brasileiros.

“O meu plano é, no primeiro ano, entrar para um grupo dentro da universidade que tem altas notas, alto rendimento e que são considerados promessas dentro da instituição. Daí conseguir vaga numa universidade maior, como Harvard ou Columbia, com bolsa de 100%”, explica.

Questionado pelo CORREIO sobre o nível do seu inglês, Vinícius surpreende ao dizer que inicialmente aprendeu sozinho a língua estrangeira e fez um curso por apenas dois meses, para aprimoramento, fora o contato com filmes não legendados, jogos e músicas.

Que o Duolingo English Test, site que certifica a proficiência em inglês, sempre o aponta como alguém que tem “nível avançado”.

ARRECADAÇÃO

Vinícius, com a ajuda de amigos, lançou uma campanha de arrecadação virtual na plataforma Vakinha.com.br e nas primeiras 24 horas já levantou R$ 645. Mas a meta é de R$ 200 mil e ainda está longe de ser alcançada. Na tarde desta terça-feira (20) ele ganhou um anel de ouro 18K, avaliado em R$ 8.500, o qual deve rifar.

“Mesmo com a bolsa que me ofertaram não consigo pagar os custos, então gostaria de pedir sua ajuda para me auxiliar a realizar meu sonho e fazer a diferença com a ótima educação que essa oportunidade poderá me proporcionar, muito obrigado”, postou o estudante.

O endereço da vaquinha virtual é: http://vaka.me/2007262

(Da Redação)

 

 

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