Correio de Carajás

Marabá vacinou mais de 73 mil pessoas contra o coronavírus

Mutirão de vacinação tem dado resultado e a imunização avança no Município

COVID-19

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CORREIO levantou que desde o dia 19 de junho, quando iniciou a vacina à população em geral, foram mais de 32 mil imunizados

Não houve vacinação contra a covid-19 nesta quarta-feira (14) em Marabá e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) segue aguardando nova remessa de imunizantes, o que deve acontecer até o final de semana. Tão logo chegue, a nova etapa será direcionada a gestantes e puérperas, mediante prescrição médica. Segundo o “vacinômetro” da Prefeitura, exatas 73.133 já receberam primeira dose de vacina contra a covid-19 em Marabá.

O jornal CORREIO levantou junto ao coordenador da Imunização, Fernando Gomes, que desde que começou a vacinação da população em geral sem comorbidades, em 19 de junho, o Município já aplicou doses em 32.499 pessoas.

O número merece atenção por significar a população economicamente ativa, que vinha tendo de manter o seu ritmo de trabalho e, consequentemente, maior risco de contágio. O último boletim oficial de acompanhamento da pandemia em Marabá mostrava que 64,4% dos casos diagnosticados de novo coronavírus na cidade são de pacientes com idade entre 21 e 50 anos.

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Em 19 de junho a SMS começou vacinando a faixa de 50 a 59 anos e, a última faixa vacinada em mutirão que aconteceu esta semana, nos dias 12 e 13, foi de 33 anos ou mais. O progresso foi grande, embora muitas pessoas adultas, já com a idade permitida, não estejam comparecendo aos locais de vacinação. Na etapa de dois dias que ocorreu esta semana, foram 3.800 pessoas vacinadas no Carajás Centro de Convenções.

As doses disponíveis terminaram na terça-feira (13), antes das 16 horas. A novidade é que nas próximas etapas de vacinação, assim que chegarem novas remessas de imunizantes, as gestantes sem comorbidades poderão ser vacinadas, conforme faixa etária e mediante apresentação de prescrição médica indicando a vacinação.

O número total de pessoas imunizadas com segunda dose na cidade é de 20.600. Na próxima semana será divulgado um novo calendário destinado a aplicação da dose de reforço.

LEITOS DISTENSIONAM

Outra ótima notícia é que nos últimos dias os casos graves de covid-19 começaram a recuar e ontem a quantidade de leitos de UTI exclusivos e que estavam ocupados em Marabá eram 37 de 50 existentes, ou 74%. Algo que não acontecia há meses e que já pode ser reflexo do maior número de imunizados. A taxa de ocupação vinha batendo sempre acima de 95%.

Mas as boas novas não permitem relaxar. Tanto precisamos ampliar o acesso à vacina e comparecimento, quanto continuar com as medidas de proteção, como o uso de máscaras e higienização.

“O nosso objetivo enquanto profissional de saúde é a conscientização da necessidade de vacinação. Se há um grupo que será vacinado a pessoa que faz parte precisa se vacinar. A covid-19 tem muitos malefícios, podendo levar à morte e se a prevenção é por meio da imunização é necessário se vacinar”, defende a diretora da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Mônica Borchart.

IMUNIDADE GLOBAL

Álvaro Furtado da Costa, infectologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), diz que ao imunizar um número suficiente de pessoas em uma comunidade contra as doenças mais prevalentes naquela localidade, cria-se a chamada imunidade coletiva (ou de rebanho).

Especialistas consideram que a imunidade coletiva é obtida quando entre 60% e 70% da população está imunizada. O porcentual da população vacinada e o tempo para atingir a meta seriam menores com vacinas de eficácia mais alta.

Os números também coincidem com os percentuais que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima necessários para alcançar a imunidade de rebanho, ou seja, uma imunidade de coletiva mínima, mas necessária, para deter a doença.

“Dada a alta transmissibilidade do SARS CoV-2, acreditamos que será necessário imunizar entre 60 e 70% da população. Isso é conseguido com a vacinação segura”, diz Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS. (Patrick Roberto)

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