Correio de Carajás

Marabá será sede do Projeto Rondon em 2026, na 100ª edição da iniciativa

Informação foi confirmada ao CORREIO pelo general Enio, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva

Oficial do Exército Brasileiro em uniforme camuflado, sentado em um escritório.
General Enio confirma que Marabá sedia a mobilização em julho/Foto: Evangelista Rocha
✏️ Atualizado em 26/02/2026 08h38

Marabá foi confirmada como sede da 100ª edição do Projeto Rondon, marcando um momento histórico para a iniciativa que há mais de cinco décadas conecta universidades e comunidades brasileiras por meio de ações de extensão voltadas ao desenvolvimento sustentável. A informação foi confirmada em primeira mão ao CORREIO DE CARAJÁS pelo general-de-Brigada Enio Barbosa Fett de Magalhães, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, que destacou que sua equipe já está empenhada nos preparativos para apoiar a mobilização.

Batizada de “Operação Carimbó”, ela reunirá um grupo estimado em mais de 350 pessoas, entre estudantes universitários e professores de instituições de todo o país. O desembarque está previsto para o dia 7 de julho de 2026, com as ações sociais de atendimento às comunidades carentes sendo realizadas em cidades da região até o dia 25 de julho. O seminário de abertura e a sede de alojamento dos voluntários serão em Marabá, com suporte logístico do Exército Brasileiro.

O seminário de abertura, que durará dois dias, terá lugar no Carajás Centro de Convenções. Segundo o general Enio, por ocasião do evento, o ministro de Estado da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, virá a Marabá. A participação dele poderá ser no evento inaugural ou durante as ações em campo, a depender de sua agenda. A comitiva poderá ter, ainda, os generais titulares do Comando Militar do Norte e da 8ª Região Militar.

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O que é o Projeto Rondon

O Projeto Rondon é uma ação interministerial de cunho estratégico do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Defesa, destinada a promover a integração social, a cidadania e o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes em diversas regiões do Brasil. Criado em julho de 1967, o projeto homenageia o Marechal Cândido Rondon, um militar e sertanista brasileiro que se destacou pela exploração e integração de regiões remotas do país.

Desde sua fundação, o Projeto Rondon se tornou um marco na colaboração entre universidades, estudantes e comunidades locais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de regiões menos favorecidas.

Como funciona

O Projeto Rondon funciona a partir de editais anuais publicados pela Coordenação Geral do Projeto Rondon, convidando as instituições de ensino superior públicas e privadas de todo o país a participar. As instituições interessadas devem apresentar propostas de ação extensionista que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais, promovendo a integração entre saberes acadêmicos e experiências comunitárias.

As atividades devem priorizar públicos capazes de multiplicar os conhecimentos adquiridos e tornar permanentes os resultados obtidos. O benefício que o Projeto Rondon possa trazer para uma comunidade é decorrente da disponibilização de projetos autossustentáveis que atendem às demandas locais, garantindo que as ações não sejam apenas pontuais, mas que deixem um legado duradouro nas comunidades.

Quem são os voluntários

O Instituto Projeto Rondon é movido por gente que acredita na transformação coletiva. Os voluntários são principalmente estudantes universitários e recém-formados das mais diversas áreas, como saúde, educação, engenharia, comunicação, direitos humanos e meio ambiente. Além dos alunos universitários, o projeto também recebe professores de instituições de ensino superior e rondonistas veteranos — pessoas que já participaram de edições anteriores e retornam como multiplicadores de experiência.

Os voluntários recebem orientação de seus professores para ministrarem oficinas relacionadas às suas áreas de atuação. A participação dos estudantes é voluntária, e as ações são realizadas em parceria com prefeituras e organizações locais. O projeto incentiva o desenvolvimento de lideranças e a formação de cidadãos comprometidos com a transformação social.

Áreas de atuação

O projeto atua em diversas áreas, buscando abordar os desafios multifacetados das comunidades carentes. As principais áreas de atuação incluem:

Educação: Implementação de programas de alfabetização, capacitação de professores e desenvolvimento de materiais educativos adaptados às realidades locais. Os voluntários trabalham na melhoria da qualidade do ensino e no acesso à educação em comunidades isoladas.

Saúde: Campanhas de vacinação, atendimento médico e odontológico, além de ações de prevenção e promoção da saúde pública. Os profissionais de saúde realizam triagens, orientações sobre higiene e prevenção de doenças, e capacitam agentes de saúde locais para atuarem como multiplicadores das informações na comunidade.

Infraestrutura: Construção e melhoria de escolas, postos de saúde, estradas e sistemas de abastecimento de água e saneamento básico.

Cultura e Cidadania: Promoção de atividades culturais e de cidadania, fortalecendo a identidade e a coesão social das comunidades.

Sustentabilidade Ambiental: Projetos de conservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, promovendo práticas agrícolas e de manejo florestal que respeitem o meio ambiente.

Operação Carimbó

A 100ª edição do Projeto Rondon marca um marco histórico na trajetória da iniciativa. Batizada de “Operação Carimbó”, a operação será realizada em municípios do Estado do Pará, em julho de 2026, e representa uma celebração de cinco décadas de comprometimento com o desenvolvimento sustentável e a integração social.

A escolha de Marabá como sede da 100ª edição é significativa, reconhecendo a importância estratégica da cidade para a região amazônica e a necessidade de ações de desenvolvimento sustentável na área.

A 23ª Brigada de Infantaria de Selva fornecerá suporte logístico essencial para a realização do evento, incluindo hospedagem, alimentação e transporte dos voluntários.