Correio de Carajás

Marabá recebe encontro que valoriza cultura viva e matrizes amazônicas

A segunda edição do evento reunirá programação diversa na cidade, valorizando as matrizes culturais amazônicas, a cultura popular e a cidadania ambiental.

Painel de palestrantes sentados em um palco em frente a uma tela de projeção com o tema 'Dia 15'.
Encontro de Saberes Amazônicos terá programação voltada à formação e valorização das matrizes culturais / Fotos: Cineamazon
✏️ Atualizado em 13/07/2026 12h02

Marabá será um dos principais centros da 2ª edição do Encontro de Saberes Amazônicos, que acontece entre os dias 15 e 26 de julho de 2026 e reúne uma programação voltada à formação, à valorização das matrizes culturais amazônicas, à cultura popular e à articulação de redes culturais em diferentes territórios do Pará e de outros estados da Amazônia Legal.

A abertura da agenda começa com a atividade “Formação em Rede”, nos dias 15 e 16 de julho, no Sesc Marabá, com a oficina “Viveiro Bem Viver: cultivando e cuidando de futuros sustentáveis”. Já no dia 16, a programação segue com a roda “Ancestralidade, Cultura Viva e Reconhecimento dos Saberes”, na Biblioteca Pública Municipal Orlando Lima Lobo, em Marabá, com participação de representantes da cultura tradicional e popular.

A abertura oficial do encontro está marcada para 17 de julho, também no Sesc Marabá, com a roda “Rios de Saberes: Matrizes Amazônicas como Interface Viva”, além de intervenções artísticas, exposição de cultura popular, apresentações musicais, painéis visuais e projeção de vídeos. A atividade marca ainda o lançamento da campanha nacional “Rios de Saberes – Cultura Viva pela Cidadania Ambiental”.

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A programação, que se estende de forma híbrida até 26 de julho, inclui rodas de conversa, oficinas, exibições audiovisuais, vivências formativas, ações autogestionadas e atividades em outros municípios, como Parauapebas, São Caetano de Odivelas, Cantá (RR) e Palmas (TO).

Em Marabá, os encontros se concentram em espaços culturais, coletivos, pontos de cultura e equipamentos públicos, reforçando o papel da cidade como polo de articulação cultural no sudeste paraense.

Entre os temas que atravessam a programação estão cidadania ambiental, memória, oralidade, patrimônio cultural, povos tradicionais, diversidade, comunicação comunitária, cultura viva e saberes ancestrais. A proposta do evento é fortalecer a rede de Pontos e Pontões de Cultura, ampliar a circulação de conhecimentos e valorizar experiências que conectam território, identidade e ação coletiva.

O encontro também traz atividades voltadas à formação prática, como oficinas sobre certificação de Pontos de Cultura, elaboração de projetos, fomento cultural e comunicação estratégica, além de rodas sobre cinema, direitos culturais, diversidade LGBTQIA+, relações étnico-raciais e saberes das Mestras e dos Mestres da cultura popular.

A iniciativa é promovida pelo Pontão Nacional de Formação e Educação Cultural Matrizes Amazônicas, com apoio de instituições culturais, coletivos e parceiros locais e nacionais. Segundo o material de divulgação, a programação busca articular cultura e cidadania ambiental a partir das experiências amazônicas, com protagonismo de quem vive e produz cultura nos territórios.