Foto: Josseli Carvalho
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Uma reunião acontece hoje, terça-feira (13), durante todo o dia na unidade de Marabá do Senai, na Folha 31, para esclarecer pontos das Normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que fixam desde o final do ano passado novas regras para a produção de leite no país, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

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Conforme Frederico Eduardo Machado Rodrigues, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado do Pará (Sindileite), com sede em Marabá, trata-se de uma explanação do MAPA, através da Delegacia Regional em Belém, para melhorar o controle sanitário e de qualidade do leite. “Para que possamos sair deste patamar atrasado e competir diretamente com a produção de leite ao nível do Brasil”, afirma, referindo-se à produção industrial do Estado do Pará em relação aos laticínios.

Para ele, o estado está longe, por exemplo, de ser um exportador de leite, mesmo que a produção rural neste sentido tenha crescido muito nos últimos anos e a qualidade do produto tenha melhorado. O que falta, critica, é maior atenção dos órgãos de agricultura municiais e estadual. “Estamos tentando fazer do Pará, no futuro, um polo exportador e talvez isto (normatização) seja o primeiro caminho e mais importante para conseguirmos esse objetivo. A grande dificuldade ainda é depender do apoio local, dos órgãos ligados à agricultura, o apoio ainda é praticamente irrisório e, às vezes, eles nem têm intenção de nos ouvir”, destaca.

O evento é aberto a associados, produtores, proprietários de laticínios, para quem atua em captação de leite, assistência técnica, controle de qualidade e para responsáveis técnicos do setor. A auditora fiscal agropecuária Gabriela Bruneta do Couto é quem tira as dúvidas dos participantes do evento.

“Queremos levar conhecimento ao corpo técnico das indústrias de laticínio sobre a importância da melhora na captação do leite nas fazendas”, observa Frederico Machado.

Conforme o presidente do sindicato, no Estado do Pará 22 produtores possuem selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo. Outros oito possuem, até o momento, apenas a certificação estadual, ou seja, não podem comercializar os produtos fora do Pará. “Estão se encaminhando para obter o selo do SIF para terem certificação para comercialização em todo o Brasil”, finalizou. (Luciana Marschall – com informações de Josseli Carvalho)

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