Correio de Carajás

Marabá melhorou sua oferta de especialidades

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Filho de Marabá, descendendo de tradicional família da cidade, o médico Nagilson Amoury é um dos entrevistados por ocasião do Dia do Médico. São 23 anos na profissão, a maior parte deles atendendo na sua cidade natal, onde formou sua própria família e tem grande identidade junto aos pacientes que atende. Conhecido como um profissional dedicado, cirurgião hábil, ele vê Marabá hoje bem mais preparada do que na época em que começou a militar na área, contando hoje com maior número de especialistas. Apesar disso, ele vê situações que ainda merecem maior atenção, principalmente no setor público.

Amoury é especialista em Cirurgia Geral, Cirurgia do Trauma, Gastroenterologia, todas as residências feitas em hospitais de referência. Cirurgia geral e videolaparoscópica foram cursadas no Hospital Jaraguá, em São Paulo; Cirurgia do Trauma no Hospital das Clínicas e Gastroenterologia no Sírio Libanês. Hoje ele trabalha no Hospital Regional, no Hospital Municipal de Marabá e também no Instituto Médico Legal.

Além da dedicação ao serviço público, ele ainda encontra tempo para atender na sua própria clínica pela manhã, o Instituto Médico Amazônia, no segundo andar do edifício Medical Center, em Marabá.

Leia mais:

Questionado como dá conta de atender em tantas frentes, Nagilson trata com naturalidade, dizendo que sempre foi afeito ao trabalho e que se dedica da mesma forma em todos esses empregos. Ele disse que quando está no seu turno de trabalho, nos hospitais públicos, tenta fazer valer cada minuto que está ali dentro, pela certeza que tem de que há muitos pacientes precisando de autêntica atenção.

Gastro

A paixão de Nagilson, embora trabalhe muito na condição de cirurgia geral, é a Gastroenterologia. Trata-se da especialização médica que visa tornar apto o profissional que cuida do sistema digestório. Dessa forma, o especialista cuida de órgãos como boca, esôfago, estômago, vesícula biliar, pâncreas, fígado, intestino grosso e delgado, cólon e íleo.

Também é o especialista responsável por cuidar de doenças como hepatites, gastrites, úlceras, esofagite e pancreatite, entre outras. O médico gastroenterologista atua na prevenção, diagnóstico, tratamento e avaliação de todas as doenças que envolvem o sistema que realiza a digestão no corpo humano.

“Existe uma demanda boa em Marabá para exames endoscópicos. No instituto a gente faz endoscopia digestiva alta e baixa. No quesito câncer, o exame de colonoscopia para cuidado com o câncer de intestino. Hoje só tem câncer no intestino quem quer, pois temos como prevenir”, destaca.

Amoury informa que a pessoa que tem histórico de câncer na família tem de começar mais cedo a se prevenir. Caso contrário, basta fazer uma vez aos 40 anos.

Sobre a alimentação, ele informa que 57% dos pacientes adquirem doenças ambientais, sendo o principal fator a alimentação. Ele cita os alimentos industrializados, ricos em gorduras saturadas, o excesso de açúcar cristalizado. Fora isso, o excesso em bebidas. “O corpo vai sendo minado por esses alimentos, que são hiper calóricos, prejudicando a saúde a curto, médio e longo prazo”.

Mais completo

Sobre a oferta de especialidades médicas em Marabá, Nagilson vê hoje a situação da cidade bem melhor que em anos anteriores, com a presença de profissionais de diversas áreas. Também comemora o advento de um curso de Medicina local, o da Universidade do Estado do Pará (Uepa), prestes a formar a primeira turma. “Tudo isso é evolução para a nossa área de saúde”

De outro lado, ele destaca que um problema grave ainda é a oferta de leitos. Destaca que nos últimos anos os hospitais particulares deixaram de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, a ausência de leitos tem segurado a ocorrência de cirurgias eletivas tão necessárias aos pacientes mais necessitados.

“Quando inaugurou o Hospital Municipal há 30 anos, Marabá tinha cerca de 90 mil habitantes. Hoje, triplicou a população e os leitos do SUS caíram. Estamos restritos ao mesmo número de leitos de três décadas atrás e ainda herdando demanda regional”, avalia.

Sobre o Dia do Médico, o Jornal pediu que ele deixasse uma mensagem a pacientes e colegas médicos. “Às pessoas que atendemos eu diria que ser médico e uma ciência de cuidar do paciente. Aos colegas profissionais, o que eu gostaria de dizer – e sei que a maioria já se comporta assim –, é que coloquem em primeiro lugar o paciente. Que façam Medicina por prazer, que o produto disso será bom”, encerra. (Da Redação)

Filho de Marabá, descendendo de tradicional família da cidade, o médico Nagilson Amoury é um dos entrevistados por ocasião do Dia do Médico. São 23 anos na profissão, a maior parte deles atendendo na sua cidade natal, onde formou sua própria família e tem grande identidade junto aos pacientes que atende. Conhecido como um profissional dedicado, cirurgião hábil, ele vê Marabá hoje bem mais preparada do que na época em que começou a militar na área, contando hoje com maior número de especialistas. Apesar disso, ele vê situações que ainda merecem maior atenção, principalmente no setor público.

Amoury é especialista em Cirurgia Geral, Cirurgia do Trauma, Gastroenterologia, todas as residências feitas em hospitais de referência. Cirurgia geral e videolaparoscópica foram cursadas no Hospital Jaraguá, em São Paulo; Cirurgia do Trauma no Hospital das Clínicas e Gastroenterologia no Sírio Libanês. Hoje ele trabalha no Hospital Regional, no Hospital Municipal de Marabá e também no Instituto Médico Legal.

Além da dedicação ao serviço público, ele ainda encontra tempo para atender na sua própria clínica pela manhã, o Instituto Médico Amazônia, no segundo andar do edifício Medical Center, em Marabá.

Questionado como dá conta de atender em tantas frentes, Nagilson trata com naturalidade, dizendo que sempre foi afeito ao trabalho e que se dedica da mesma forma em todos esses empregos. Ele disse que quando está no seu turno de trabalho, nos hospitais públicos, tenta fazer valer cada minuto que está ali dentro, pela certeza que tem de que há muitos pacientes precisando de autêntica atenção.

Gastro

A paixão de Nagilson, embora trabalhe muito na condição de cirurgia geral, é a Gastroenterologia. Trata-se da especialização médica que visa tornar apto o profissional que cuida do sistema digestório. Dessa forma, o especialista cuida de órgãos como boca, esôfago, estômago, vesícula biliar, pâncreas, fígado, intestino grosso e delgado, cólon e íleo.

Também é o especialista responsável por cuidar de doenças como hepatites, gastrites, úlceras, esofagite e pancreatite, entre outras. O médico gastroenterologista atua na prevenção, diagnóstico, tratamento e avaliação de todas as doenças que envolvem o sistema que realiza a digestão no corpo humano.

“Existe uma demanda boa em Marabá para exames endoscópicos. No instituto a gente faz endoscopia digestiva alta e baixa. No quesito câncer, o exame de colonoscopia para cuidado com o câncer de intestino. Hoje só tem câncer no intestino quem quer, pois temos como prevenir”, destaca.

Amoury informa que a pessoa que tem histórico de câncer na família tem de começar mais cedo a se prevenir. Caso contrário, basta fazer uma vez aos 40 anos.

Sobre a alimentação, ele informa que 57% dos pacientes adquirem doenças ambientais, sendo o principal fator a alimentação. Ele cita os alimentos industrializados, ricos em gorduras saturadas, o excesso de açúcar cristalizado. Fora isso, o excesso em bebidas. “O corpo vai sendo minado por esses alimentos, que são hiper calóricos, prejudicando a saúde a curto, médio e longo prazo”.

Mais completo

Sobre a oferta de especialidades médicas em Marabá, Nagilson vê hoje a situação da cidade bem melhor que em anos anteriores, com a presença de profissionais de diversas áreas. Também comemora o advento de um curso de Medicina local, o da Universidade do Estado do Pará (Uepa), prestes a formar a primeira turma. “Tudo isso é evolução para a nossa área de saúde”

De outro lado, ele destaca que um problema grave ainda é a oferta de leitos. Destaca que nos últimos anos os hospitais particulares deixaram de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, a ausência de leitos tem segurado a ocorrência de cirurgias eletivas tão necessárias aos pacientes mais necessitados.

“Quando inaugurou o Hospital Municipal há 30 anos, Marabá tinha cerca de 90 mil habitantes. Hoje, triplicou a população e os leitos do SUS caíram. Estamos restritos ao mesmo número de leitos de três décadas atrás e ainda herdando demanda regional”, avalia.

Sobre o Dia do Médico, o Jornal pediu que ele deixasse uma mensagem a pacientes e colegas médicos. “Às pessoas que atendemos eu diria que ser médico e uma ciência de cuidar do paciente. Aos colegas profissionais, o que eu gostaria de dizer – e sei que a maioria já se comporta assim –, é que coloquem em primeiro lugar o paciente. Que façam Medicina por prazer, que o produto disso será bom”, encerra. (Da Redação)

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