📅 Publicado em 14/02/2026 09h11✏️ Atualizado em 14/02/2026 09h16
O Poder Judiciário revogou, nesta sexta-feira (13), a prisão de Watilla Pedrosa de Gois, que havia sido detido em 7 de fevereiro sob a acusação de participação em um estupro coletivo em Marabá. A soltura foi determinada após a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) apresentar provas que demonstram que o assistido não estava na cidade no momento do crime.
O caso ganhou notoriedade no dia 8, após uma mulher denunciar ter sido vítima de estupro coletivo no Bairro Laranjeiras e apontava Watilla como um dos agressores. Segundo a matéria original, a vítima o teria reconhecido por meio da voz, o que levou à sua prisão preventiva na cidade de Itupiranga, onde reside.
Em nota oficial à imprensa, a Defensoria Pública informou que, no exercício de suas atribuições constitucionais, promoveu uma investigação defensiva para apurar os fatos. O único elemento que indicava a participação de Watilla no crime era a fala da pessoa que se apresenta como vítima de que havia a reconhecido a voz dele.
Leia mais:“O assistido havia sido preso no dia 7 de fevereiro de 2026, acusado da prática do crime de estupro de vulnerável no município de Marabá, tendo como único elemento indicativo a alegação de reconhecimento de sua voz por parte da suposta vítima. Não havia qualquer outro elemento probatório que o vinculasse aos fatos investigados”, afirma a nota da DPE-PA.
A investigação da Defensoria reuniu um conjunto de provas robustas, incluindo declarações de testemunhas, registros de câmeras de segurança, conversas extraídas com metodologia de preservação de cadeia de custódia digital, comprovantes de transações via PIX, fotografias e vídeos.
De acordo com o órgão, as evidências comprovaram de forma “objetiva e consistente” que Watilla Pedrosa de Gois se encontrava na cidade de Itupiranga durante todo o dia 7 de fevereiro, desde o período da manhã até o momento de sua prisão, por volta das 21h30.
Com base nas provas apresentadas, o Poder Judiciário reconheceu a ausência de elementos que justificassem a manutenção da prisão, revogando a medida. A Defensoria Pública do Pará reafirmou seu compromisso com os direitos humanos, a ampla defesa, o contraditório e a proteção dos direitos fundamentais, “especialmente diante de acusações graves que exigem rigor na apuração e responsabilidade na condução dos procedimentos investigativos”.

