📅 Publicado em 25/09/2026 17h29
O carregamento das mídias com as informações dos candidatos e eleitores nas urnas eletrônicas, seguido do teste de autenticidade e de votação, foi realizado nesta sexta-feira (25 de setembro) no Fórum Eleitoral de Marabá. Com a conclusão dos trabalhos, as duas zonas eleitorais que atendem o município – a 23ª e 100ª – já finalizaram a importante etapa prevista no calendário da Justiça Eleitoral.

Na 100ª Zona Eleitoral, sob a titularidade do juiz Aidison Campos Sousa, foram preparadas 291 urnas destinadas às seções da Cidade Nova, em Marabá e da cidade de Bom Jesus do Tocantins. Na quarta-feira, a 23ª Zona Eleitoral havia realizado o mesmo procedimento com cerca de 407 a 408 urnas, que abrangem Nova e Velha Marabá e o município de Nova Ipixuna. Como Marabá é dividida entre as duas zonas eleitorais, a coordenação dos trabalhos se torna essencial para garantir a cobertura completa do eleitorado local.
Em entrevista ao Correio de Carajás, ao final dos testes, o juiz Aidison Campos Sousa destacou a relevância do ato realizado nesta sexta-feira.
Leia mais:“Hoje foi um dia importante em que as urnas foram alimentadas com as informações dos candidatos da centésima zona. Foram sorteadas duas urnas – uma de Marabá, referente à centésima, e outra de Bom Jesus do Tocantins – para realizarmos os testes de votação, simulando exatamente o que ocorrerá no dia da eleição. Os testes transcorreram normalmente, sem nenhuma intercorrência ou erro no sistema. Posso afirmar que as urnas estão aptas para o dia das eleições”, declarou o magistrado.

O chefe de cartório da 100ª Zona Eleitoral, Marcus Tristão, explicou em detalhes o procedimento técnico. Segundo ele, o teste de autenticidade – denominado REST – gera um relatório com os códigos de validação da urna. Em seguida é realizado o teste de votação real, utilizando a lista de eleitores da respectiva seção e os candidatos efetivos.
Antes do início da votação é emitida a zerésima; após a inserção dos votos, sai o relatório final com os resultados. “Tudo deu certo, sem nenhum problema e sem registro de ocorrência”, afirmou Tristão.
Esse rito de carregamento das mídias e realização dos testes faz parte do calendário l oficial da Justiça Eleitoral e está previsto em lei. Trata-se de uma etapa fundamental para assegurar a integridade, a transparência e a segurança do processo eleitoral. A solenidade é pública e aberta, com notificação prévia às entidades, partidos políticos e coligações.

Nesta sexta-feira, o Ministério Público esteve presente, representado pelo promotor Samuel Sobral. Nenhum partido ou coligação, no entanto, enviou representantes. “Foi uma solenidade a portas abertas, mas não houve a presença de nenhum partido, nenhuma coligação, de ninguém nesse sentido”, observou o juiz Aidison.
Após o carregamento e a conclusão dos testes, as urnas ficam lacradas e prontas para a distribuição. Na sexta-feira da semana que antecede a votação, elas serão transportadas do salão de urnas para a Central de Apoio Integrado (CAI). No sábado (3/9) de manhã tem início o despacho para os locais de votação. O transporte é realizado por empresa contratada, com monitoramento permanente do cartório eleitoral.
Nos locais de votação – em sua maioria escolas – há vigias responsáveis pela guarda das urnas durante a noite de sábado para domingo.
Como medida de contingência, a Justiça Eleitoral mantém urnas de reserva. Caso a urna original apresente qualquer problema, a mídia é transferida para uma urna substituta e a votação prossegue normalmente. Em último caso, ainda existem as antigas urnas de lona, que não são utilizadas há muitos anos.
“São a última forma de contingência. Existem várias medidas preventivas, e as urnas de lona são o último recurso. Deus queira que não precisemos delas”, comentou Marcus Tristão. Os técnicos do cartório, alguns com experiência de várias eleições e outros treinados ao longo do mês, acompanharam todo o processo.
O juiz Aidison Campos Sousa reforçou a confiabilidade do sistema eletrônico brasileiro. Em cerca de seis eleições das quais participou ao longo da carreira, nunca registrou qualquer incidente relativo à segurança ou à integridade das urnas. “A urna eletrônica é muito confiável. Já faz tempo que o Brasil adota esse sistema e nunca tivemos nenhum incidente relativo à confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro”, afirmou.

Juiz em campo
Questionado pelo Correio sobre como será o seu trabalho diretamente no dia da eleição, em 4 de outubro, o magistrado respondeu que a sua responsabilidade será compartilhada com o Ministério Público e incluirá fiscalização interna, acompanhamento da apuração e, se necessário, fiscalização in loco em caso de eventual crime eleitoral ou realização de audiências de custódia por flagrante.
Ao eleitor, o juiz deixou uma orientação prática e importante, sugerindo que levem uma cola com os nomes dos seus candidatos: “Esta eleição será um pouco mais demorada devido ao número de candidatos. Recomendo que os eleitores levem a anotação dos seus pretensos candidatos para facilitar a agilidade na votação. A planilha não é proibida; eu até recomendo que seja feita”.
