📅 Publicado em 03/01/2026 09h10✏️ Atualizado em 03/01/2026 09h12
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva de Valdemir Alves Freitas, conhecido como “Maranhão”, acusado de matar a ex-companheira Maria de Nalva Sousa a tiros, no município de Nova Ipixuna, no sudeste do Estado. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (2), no plantão judiciário da Comarca de Marabá.

A audiência foi presidida pela juíza Andrea Aparecida de Almeida Lopes, titular da 2ª Vara Cível e Empresarial de Marabá em regime de plantão, que entendeu não haver fatos novos capazes de alterar a decisão anteriormente proferida, determinando, assim, a manutenção da custódia cautelar, nos termos da legislação vigente.
A prisão preventiva havia sido solicitada pelo Ministério Público do Pará, por intermédio da promotora Alexssandra Muniz Mardegan, que foi acatada pela Justiça.
Leia mais:Valdemir havia sido preso em flagrante na manhã de quinta-feira (1º), após o crime ocorrido na Rua Cachoeira do Couto, no bairro Nova Canaã. Conforme a Polícia Militar, um transeunte acionou a guarnição após ouvir disparos de arma de fogo em via pública. Ao chegar ao local, os policiais confirmaram a ocorrência de homicídio em frente a uma residência.
Durante a análise do auto de prisão em flagrante, ocorrida no mesmo dia do crime, a juíza Aline Cristina Breia Martins já havia decidido converter a prisão em flagrante em prisão preventiva de Valdemir Alves Freitas, acusado de feminicídio em Nova Ipixuna.
Na decisão, a magistrada destacou a existência de prova da materialidade, indícios suficientes de autoria e a gravidade concreta da conduta, ressaltando que o crime foi cometido com arma de fogo em via pública, além da resistência à prisão e da tentativa de fuga, fatores que demonstram risco à ordem pública.
A juíza também pontuou que medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes, sendo necessária a custódia preventiva para garantir a aplicação da lei penal e o regular andamento do processo. Em seguida, designou audiência de custódia, realizada na manhã de sexta.
Testemunhas relataram que o autor dos disparos, identificado pelo apelido de “Maranhão”, teria atirado contra a vítima e fugido em direção à própria residência, localizada na mesma rua. Durante diligências, os militares localizaram o suspeito em frente ao imóvel onde morava.

Na abordagem, os policiais encontraram um revólver calibre 38, com seis munições deflagradas, na cintura do acusado. No bolso da bermuda, também foram apreendidas oito munições intactas do mesmo calibre e um aparelho celular. Segundo a PM, o suspeito resistiu à prisão.
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi apresentado juntamente com o material apreendido. O caso foi registrado como feminicídio, e o acusado permanece à disposição da Justiça.
