Após passar três semanas detido no complexo prisional de Marabá, Agnaldo Mendes teve sua prisão preventiva revogada e responderá ao processo em liberdade. O caso ganhou repercussão na cidade após um episódio de violência doméstica que culminou em tentativa de homicídio e suicídio, além de um disparo de arma de fogo dentro das dependências do Hospital Municipal de Marabá (HMM).
A decisão judicial atendeu a um pedido formulado pela defesa do acusado, conduzida pelo escritório RR Advocacia. Segundo os advogados, a Justiça reconheceu que não havia os requisitos legais necessários para manter a medida extrema de privação de liberdade. Com a expedição e o cumprimento do alvará de soltura, Mendes deixou o sistema penitenciário. O escritório informou que seguirá acompanhando o andamento da ação penal para garantir a defesa dos direitos de seu cliente.
Antes de ser transferido para o complexo prisional, o acusado passou por um período de internação provisória no Ambulatório Especializado de Saúde Mental (Ament), uma ala psicossocial vinculada ao próprio HMM. Ele foi encaminhado ao presídio mesmo sem ter recebido um diagnóstico psiquiátrico conclusivo.
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O desdobramento judicial traz novos contornos a um caso que mobilizou as forças de segurança locais. O episódio começou quando Mendes e sua esposa deram entrada no hospital municipal com quadro de intoxicação medicamentosa. De acordo com as investigações da Polícia Civil, detalhadas na época pelo superintendente regional, delegado Antônio Mororó, o homem tentou cometer um feminicídio seguido de suicídio. A motivação para o crime estaria relacionada a um processo de separação conjugal em andamento.
As autoridades relataram que o agressor inicialmente ameaçou a ex-companheira com uma faca. Diante do desespero da vítima, que suplicou para não ser morta a facadas, ele a teria obrigado a ingerir uma grande quantidade de comprimidos, consumindo a mesma medicação logo em seguida. A situação exigiu socorro médico imediato para ambos.
A Polícia Civil foi acionada assim que o casal chegou à unidade de saúde, em 28 de maio. Uma equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) se deslocou até o hospital e conseguiu colher o depoimento da vítima, que confirmou os detalhes da agressão. Os policiais gravaram o relato em vídeo, documentando a tentativa de feminicídio.
O cenário se agravou no momento em que os investigadores deram voz de prisão em flagrante ao suspeito, que aguardava avaliação psicológica no local. Ao ser informado de que estava sob custódia, Mendes reagiu de forma violenta.
Ele entrou em confronto físico com a equipe da Polícia Civil, recusando-se a aceitar a detenção. Durante a luta corporal, o homem conseguiu tomar a arma de um dos policiais e efetuou um disparo dentro do hospital.
A intervenção rápida dos agentes civis, que receberam apoio de uma guarnição da Polícia Militar presente na unidade, foi determinante para imobilizar o suspeito e recuperar o armamento. Apesar da tensão gerada pelo tiro, a direção do Hospital Municipal de Marabá emitiu uma nota oficial na ocasião confirmando que ninguém ficou ferido. O comunicado ressaltou que todas as medidas de segurança foram adotadas para proteger pacientes, acompanhantes e funcionários.
