Correio de Carajás

Júlio César estaciona “ônibus” marabaense em Madureira

Técnico do Águia de Marabá, Júlio César Nunes, realizou substituições defensivas cruciais, criando um 'ônibus' tático e atraindo o adversário para garantir a vitória.

Partida de futebol com jogadores em campo, um deles driblando a bola.
O Águia conseguiu manter superioridade numérica na fase defensiva/Foto: Cariocão TV
Por: Por Chagas Filho
✏️ Atualizado em 13/03/2026 18h30

Logo no minuto 14 do segundo tempo no jogo contra o Madureira-RJ, o técnico Júlio César Nunes, do Águia, tirou Felipe Pará e Kukri e colocou Bagagem e Kaíque, dois jogadores com características mais defensivas. Seu time já tinha a vantagem no placar, com gol marcado por Felipe Pará.

Mas não foi só isso que o treinador fez. Doze minutos depois ele tirou Erick Bahia e Welsey e colocou Diogo Carlos e Luiz Fernando. Com isso, ele colocou um “ônibus” na frente da área do Águia. Primeiro porque Diogo Carlos é um jogador que recompõe o lado com mais eficiência que Wesley, auxiliando o lateral (nesse caso o esquerdo). Segundo porque Luiz Fernando é zagueiro.

Ou seja, o Águia passou a ter três zagueiros de origem, mantendo os dois laterais, formando uma primeira linha de cinco. À frente dessa linha, jogavam Diogo Carlos e Kaíque um pouco mais abertos, além de William e Bagagem, que são volantes, por dentro, deixando apenas Gustavo Vintecinco para tentar segurar a bola na frente.

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Essa mexida feita por Júlio César atraiu o Madureira e o Águia passou sufoco. Mas era um risco calculado. Foi como num jogo de Xadrez, em que Júlio César precisou sacrificar sua “Dama” para dar um xeque-mate. O “professor” sabia que precisava fazer o que fez. E deu certo.