Correio de Carajás

Juiz nega liberdade a acusado de estuprar enteada

Mário teve seu pedido de liberdade indeferido e vai permanecer preso
Mário teve seu pedido de liberdade indeferido e vai permanecer preso
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Se depender da Justiça, Mário Júnior Lima da Silva, preso no dia 27 de abril deste ano, suspeito de estuprar sua enteada, de 16 anos, no Bairro Delta Park II, não vai responder pelo crime em liberdade.

O juiz de Direito Titular da 3ª Vara Criminal de Marabá, Alexandre Hiroshi Arakaki, afirmou em decisão que não há fundamentos para justificar a revisão da decretação da ordem prisional cautelar de Mário Júnior.

De acordo com Arakaki, foi considerada a gravidade da ocorrência e a periculosidade do acusado, capaz de cometer elevado grau de violência ao supostamente praticar conjunção carnal e outros atos libidinosos com sua enteada há pelo menos 3 anos.

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De acordo com o laudo pericial, consta prova da materialidade e indícios da autoria do crime, demonstrando sinais antigos de conjunção carnal associados à presença de sêmen.

Para o Juiz, fica claro que a liberdade de Mário ainda pode prejudicar a ordem pública, já que a mãe da menor – e esposa dele – foi ameaçada de morte após gritar com o acusado questionando o que ele fazia trancado no quarto com a adolescente.

Na decisão, consta o depoimento da menor, que afirma que os estupros ocorrem desde seus 13 anos de idade, e aconteciam sempre quando a mãe não estava em casa.

A defesa de Mário Júnior solicitou à Justiça a liberdade do acusado, alegando que ele é réu primário, tem uma filha menor e que depende única e exclusivamente de seu sustento.

Além disso, a defesa informa que ele possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa, não existindo motivos para permanecer em prisão cautelar.

O Ministério Público do Estado do Pará se manifestou acerca do pedido de indeferimento da liberdade, afirmando que a primariedade e os bons antecedentes não são suficientes para ensejar a imediata liberação do acusado.

Arakaki finaliza sua decisão afirmando que o crime demonstra uma gravidade concreta de conduta prejudicial à vítima, sua família e à sociedade em geral.

Diante disso, o pedido de liberdade foi indeferido e Mário Júnior permanece preso. (Ana Mangas)

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