Importante iniciativa da Escola do Legislativo de Marabá, órgão da Câmara Municipal (CMM), o curso “Elas na Política” reuniu importantes vozes femininas da nossa cidade e foi um marco neste ano de 2026, que é marcado por eleições. Nesse contexto, a nossa colega jornalista Angélika Freitas foi uma das palestrantes convidadas, abordando “Comunicação e Redes Sociais”. Para isso, dividiu experiências do seu cotidiano à frente da TV Correio – SBT, mas também da sua relação com as redes sociais, como produtora de conteúdo digital.

O evento, realizado no dia 14 de maio, das 8h às 17h, no plenário da Câmara Municipal de Marabá, foi promovido em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher, sob o lema “Coragem para participar, força para transformar”. A programação foi intensa e diversificada, começando logo cedo, às 8h30, com uma roda de conversa sobre “Violência Política de Gênero”, que contou com a participação das vereadoras Maiana Stringari, Vanda Américo e Priscilla Veloso.
Na sequência, o Módulo I trouxe o tema “A luta das mulheres e sua participação na política e Políticas de igualdade de gênero”, ministrado pela professora doutora Dayanne Daila, diretora da Unama. No período da tarde, o Módulo II abordou “O Estado brasileiro e as leis eleitorais”, com a professora e advogada Dra. Irismar Melo, preparando o terreno para o encerramento com o Módulo III, conduzido por Angélika Freitas.
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Para a diretora de jornalismo do SBT, o momento foi de extrema relevância. “Estou muito feliz, pelo segundo ano, de estar partilhando um pouco da minha vivência em comunicação e política aqui no Elas na Política. Para nós, comunicadores, nessa era digital, é um desafio muito grande conseguir conciliar o jornalismo de fato com tantas nuances que vão surgindo, como a inteligência artificial e as fake news. A gente consegue combater isso se posicionando com muito critério, transparência e credibilidade”, destacou Angélika.

Fomento à participação
Chegando a sua sexta edição, o curso consolida-se como uma ferramenta fundamental de capacitação. Gabriela Silva, coordenadora executiva da Escola do Legislativo, ressaltou o peso do evento em um ano eleitoral.
“O curso surge da necessidade de fomentar mulheres em cargos de decisão, não só eletivos, mas também secretarias e assessorias. É importante essa capacitação porque mostra as legislações, os direitos garantidos e tenta sensibilizar essas mulheres a tomar decisões em favor da sociedade e das minorias. É garantir que essas mulheres se capacitem, cumprindo a Agenda 2030 e a Constituição Federal, abrindo o Parlamento para que elas conheçam o funcionamento da política brasileira”, explicou.
A transformação gerada pelo projeto é sentida na prática por quem acompanha a iniciativa desde o início. Gilmara Neves, assessora técnica da Procuradoria da Mulher, é um exemplo dessa evolução. “Estou desde a primeira edição e foi dentro do curso que eu me despertei. O Elas me mostrou que não precisamos só nascer políticos, precisamos exercer esse papel. Através do curso, entendi isso e fui candidata no ano anterior”, relatou.

Gilmara aproveitou para deixar um recado contundente sobre a representatividade nas urnas. “Nós estamos em um ano eleitoral, então a minha fala é que é importante conhecer para saber a necessidade de votar numa mulher. Eu sempre falo: homem não pare, não menstrua, não sente o que uma mulher sente. Precisamos cada vez mais fortalecer esses espaços para que a mulher possa pensar na maioria dos eleitores deste país, que são mulheres (54%), e que precisam de políticas efetivas que de fato mudem e transformem a vida delas”, concluiu a assessora.
