Correio de Carajás

Itupiranga: policial militar é preso por morte de conselheiro tutelar

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Uma operação foi desencadeada em Itupiranga nesta manhã para cumprimento de prisões relacionadas à morte do conselheiro tutelar Rondinele Salomão Maracaípe, executado a tiros em 11 de janeiro deste ano, naquele município. Dentre os alvos da operação, foi preso o sargento Josafá Pinheiro, da Polícia Militar.

A informação colhida pelo CORREIO DE CARAJÁS é de que uma equipe do Ministério Público do Estado do Pará, uma da Corregedoria da Polícia Militar e uma força policial tática – vinda de Belém – continuam no município para cumprimento de mais duas decisões judiciais, também contra policiais militares.

A Reportagem solicitou informações às assessorias de comunicação da Polícia Civil – responsável pela investigação do homicídio – e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e aguarda posicionamento. Em contato com a assessoria jurídica da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar em Marabá, esta também informou ainda estar se inteirando do assunto.

Leia mais:

O conselheiro tutelar foi executado a tiros, por volta das 15h30, na Rua Santo Antônio, no Centro de Itupiranga. Além dele, outro conselheiro, Jorge Edilson Ferreira, foi baleado à altura do abdome e socorrido para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) por uma ambulância do município de Itupiranga.  O caso ganhou rápida repercussão no município e em todo o estado, mobilizando forças policiais para esta região e posicionamento de parlamentares paraenses.

As duas vítimas estavam em uma motocicleta do Conselho Tutelar, possivelmente realizando algum procedimento, quando um automóvel, cujo modelo não foi identificado, as abordou.  No mesmo dia, um vídeo de um irmão da vítima fatal rapidamente se espalhou pela cidade por meio do aplicativo WhatsApp.

Na gravação, ele fez acusações contra policiais (não determinando de qual instituição). “Essa facção que mora aqui em Itupiranga acabou de matar meu irmão, Rondinele. Acabaram de matar, essa facção. Eu denunciei essa facção de bandido. Meu irmão morreu, mas vai acabar essa facção de bandido, de criminoso, em Itupiranga. Vai acabar. Seu bando de policial corrupto, safado. Bandidos (sic)”, disse.

Menos de 10 dias após este crime, o sargento Francisco Santos, da Polícia Militar, e o cabo da reserva Jonas Cardoso, foram presos em cumprimento a mandado de prisão temporária, expedido pela Comarca de Itupiranga, naquele município, após uma equipe da Divisão de Homicídios de Belém chegar na cidade para investigar a morte do conselheiro. Eles foram apontados como suspeitos de serem os autores de ao menos cinco execuções ocorridas no local, mas os nomes nunca foram oficialmente ligados ao assassinato do conselheiro.

Na ocasião, entretanto, o deputado federal Arnaldo Jordy, da bancada paraense, chegou a divulgar um vídeo afirmando terem sido presos os “suspeitos do assassinato de Rondinele”. Ele afirmou, ainda, que o conselheiro teria sido morto por ter denunciado milícias que estavam operando no município de Itupiranga. “Essas milícias têm executado dezenas de jovens a pretexto de qualquer coisa, a serviço do crime organizado e suspeita-se, inclusive, que organizações que operam tráfico de drogas estão sendo desbaratas”, disse, à época.  (Luciana Marschall)

 

Uma operação foi desencadeada em Itupiranga nesta manhã para cumprimento de prisões relacionadas à morte do conselheiro tutelar Rondinele Salomão Maracaípe, executado a tiros em 11 de janeiro deste ano, naquele município. Dentre os alvos da operação, foi preso o sargento Josafá Pinheiro, da Polícia Militar.

A informação colhida pelo CORREIO DE CARAJÁS é de que uma equipe do Ministério Público do Estado do Pará, uma da Corregedoria da Polícia Militar e uma força policial tática – vinda de Belém – continuam no município para cumprimento de mais duas decisões judiciais, também contra policiais militares.

A Reportagem solicitou informações às assessorias de comunicação da Polícia Civil – responsável pela investigação do homicídio – e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e aguarda posicionamento. Em contato com a assessoria jurídica da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar em Marabá, esta também informou ainda estar se inteirando do assunto.

O conselheiro tutelar foi executado a tiros, por volta das 15h30, na Rua Santo Antônio, no Centro de Itupiranga. Além dele, outro conselheiro, Jorge Edilson Ferreira, foi baleado à altura do abdome e socorrido para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) por uma ambulância do município de Itupiranga.  O caso ganhou rápida repercussão no município e em todo o estado, mobilizando forças policiais para esta região e posicionamento de parlamentares paraenses.

As duas vítimas estavam em uma motocicleta do Conselho Tutelar, possivelmente realizando algum procedimento, quando um automóvel, cujo modelo não foi identificado, as abordou.  No mesmo dia, um vídeo de um irmão da vítima fatal rapidamente se espalhou pela cidade por meio do aplicativo WhatsApp.

Na gravação, ele fez acusações contra policiais (não determinando de qual instituição). “Essa facção que mora aqui em Itupiranga acabou de matar meu irmão, Rondinele. Acabaram de matar, essa facção. Eu denunciei essa facção de bandido. Meu irmão morreu, mas vai acabar essa facção de bandido, de criminoso, em Itupiranga. Vai acabar. Seu bando de policial corrupto, safado. Bandidos (sic)”, disse.

Menos de 10 dias após este crime, o sargento Francisco Santos, da Polícia Militar, e o cabo da reserva Jonas Cardoso, foram presos em cumprimento a mandado de prisão temporária, expedido pela Comarca de Itupiranga, naquele município, após uma equipe da Divisão de Homicídios de Belém chegar na cidade para investigar a morte do conselheiro. Eles foram apontados como suspeitos de serem os autores de ao menos cinco execuções ocorridas no local, mas os nomes nunca foram oficialmente ligados ao assassinato do conselheiro.

Na ocasião, entretanto, o deputado federal Arnaldo Jordy, da bancada paraense, chegou a divulgar um vídeo afirmando terem sido presos os “suspeitos do assassinato de Rondinele”. Ele afirmou, ainda, que o conselheiro teria sido morto por ter denunciado milícias que estavam operando no município de Itupiranga. “Essas milícias têm executado dezenas de jovens a pretexto de qualquer coisa, a serviço do crime organizado e suspeita-se, inclusive, que organizações que operam tráfico de drogas estão sendo desbaratas”, disse, à época.  (Luciana Marschall)

 

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