Correio de Carajás

Itamaraty diz que regime Maduro é baseado no tráfico de drogas e de pessoas e no terrorismo

Foto: AP Photo/Ariana Cubillos
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O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na noite desta quinta-feira (17) na qual afirma que o regime de Nicolás Maduro na Venezuela é baseado no tráfico de drogas e de pessoas e no terrorismo.

A nota foi divulgada após o ministro Ernesto Araújo se reunir em Brasília com lideranças políticas venezuelanas que fazem oposição a Maduro.

“O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo”, diz o Itamaraty.

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Em outro trecho, o texto afirma que “o Brasil tudo fará para ajudar o povo venezuelano a voltar a viver em liberdade e a superar a catástrofe humanitária que hoje atravessa” (leia a íntegra mais abaixo).

O presidente Jair Bolsonaro recebeu o juiz venezuelano Miguel Ángel Martín, opositor de Maduro. Em um vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto à noite, Bolsonaro diz que o Brasil fará “tudo o que for possível para restabelecer a ordem, a democracia e a liberdade” na Venezuela. “Eu acredito que a solução virá em breve”, afirma.

“Sabemos como esse desgoverno chegou ao poder, inclusive com a ajuda de presidentes que o Brasil já teve, como Lula e Dilma. E isso nos torna responsáveis pela situação em que vocês se encontram”, diz Bolsonaro no vídeo.

Maduro sob pressão

Reeleito em maio de 2018 em uma votação marcada por boicote da oposição, denúncias de fraude e alta abstenção, Maduro tomou posse na semana passada para mais seis anos de governo sob pressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), dos Estados Unidos e de países vizinhos — Brasil e Argentina entre eles –, que não reconhecem o novo mandato.

Controlada pela oposição, a Assembleia Nacional da Venezuela declarou Maduro “usurpador”, e o presidente do parlamento, Juan Guaidó, pediu ajuda da comunidade internacional para tirá-lo do poder. Nesta semana, Guaidó recebeu um telefonema de apoio de Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos.

Maduro, por sua vez, acusa o governo americano de fomentar um golpe para derrubá-lo com a participação de países sul-americanos.

Crise na Venezuela

A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social.

A inflação no país, por exemplo, ultrapassa 1.000.000% ao ano, milhares de cidadãos deixaram o país fugindo da crise econômica e da falta de comida, e líderes de oposição têm denunciado perseguição por parte do governo há pelo menos seis anos.

Íntegra

Leia a íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores:

Reunião com forças políticas democráticas venezuelanas

O Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo realizou hoje reunião com as principais forças políticas democráticas venezuelanas. O encontro incluiu sessão que contou também com a presença de representantes de países do Grupo de Lima e dos EUA.

O Ministro reuniu-se separadamente com o Presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela e outros Magistrados do mesmo Tribunal, bem como com representante do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A reunião teve por objetivo analisar a situação na Venezuela decorrente da ilegitimidade do exercício da presidência por Nicolás Maduro e da manifestação do Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de sua disposição de assumir a Presidência da Venezuela interinamente, seguindo a Constituição venezuelana. Teve igualmente por objetivo discutir ideias de ação concreta para restabelecer a democracia na Venezuela.

O papel-chave do Brasil, sob a liderança do Presidente Bolsonaro, na mudança do cenário venezuelano, onde pela primeira vez em muitos anos ressurge a esperança da democracia, foi reconhecido por todos os líderes venezuelanos.

De acordo com as lideranças venezuelanas, hoje na Venezuela 300.000 pessoas correm o risco de morrer de fome. Mais de 11.000 recém-nascidos perdem a vida anualmente por falta de atendimento primário pós-natal. O déficit de medicamentos é de 85%. Os líderes venezuelanos enfatizaram que se trata de um genocídio silencioso, perpetrado pela ditadura de Maduro contra seu próprio povo.

O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo.

O Brasil tudo fará para ajudar o povo venezuelano a voltar a viver em liberdade e a superar a catástrofe humanitária que hoje atravessa.

(Fonte:G1)

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