📅 Publicado em 02/02/2026 19h24✏️ Atualizado em 02/02/2026 19h24
A interdição parcial de uma das pontes sobre o Rio Itacaiunas, em Marabá, assim como todo o processo de análise estrutural e definição das obras de recuperação, pode levar até um ano, segundo esclarecimento oficial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A informação consta em ofício enviado pelo superintendente regional do órgão no Pará ao presidente da Câmara Municipal de Marabá, Ilker Moraes Ferreira, no dia 26 de janeiro, ou seja, na segunda-feira da última semana.
O documento foi encaminhado em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo Legislativo Municipal, após preocupações relacionadas às condições da ponte e aos impactos na mobilidade urbana.
De acordo com o DNIT, inspeções técnicas identificaram diversas fissuras ao longo da estrutura da ponte, principalmente em partes internas e nas áreas de apoio que sustentam o tabuleiro. Esses problemas indicam que a resistência atual da estrutura está abaixo do que foi previsto no projeto original.
Leia mais:Apesar da gravidade dos danos observados, os estudos ainda não apontaram com precisão as causas dos problemas. Por isso, o órgão federal decidiu contratar uma empresa especializada para realizar um monitoramento contínuo das duas pontes sobre o Rio Itacaiunas, tanto no sentido direito quanto no esquerdo da rodovia BR-230. Em outras palavras, na ponte nova e na ponte antiga.
Esse acompanhamento acontece 24 horas por dia e tem como objetivo observar, em tempo real, se as fissuras estão aumentando e se há risco imediato à segurança dos usuários. Com base nesses dados, o DNIT poderá tomar decisões rápidas, como a interdição total, caso seja necessário.

Para isso, a empresa contratada instalou equipamento tecnológicos nas estruturas das duas pontes, e as informações são repassadas para um equipamento tecnológico instalado dentro de um contêiner, na cabeceira da ponte, ao lado da sede do Dnit, do lado da Cidade Nova. Essas informações são enviadas em tempo real para a empresa responsável pelo monitoramento, o que foi necessário colocar internet no local.

O contrato inicial de monitoramento tem duração de seis meses, podendo ser prorrogado por mais nove meses consecutivos. Somando esse período, os trabalhos podem se estender por até um ano, até que sejam finalizados os projetos de reconstrução ou recuperação definitiva da ponte.
A interdição parcial ocorreu no dia 18 de outubro do ano passado, e desde o fluxo de veículos dos dois lados da rodovia Transamazônica ficou lento, às vezes praticamente parado, dependendo do horário de pico e do dia da semana.
Paralelamente, o DNIT informou que já estão em andamento, em Brasília, estudos para definir se a melhor solução será a demolição e reconstrução completa da estrutura ou uma grande obra de reabilitação.
Enquanto isso, o órgão garante que todas as medidas estão sendo tomadas para preservar a segurança dos motoristas e pedestres que utilizam a ponte diariamente.
Um engenheiro especialista em grandes obras de pontes no Brasil, consultado pelo CORREIO DE CARAJÁS, acredita que diante da patologia identificada, certamente a interdição da ponte deverá durar mais de um ano. Por outro lado, ele lamenta que o DNIT não tenha recorrido ao engenheiro projetista da obra, Carlos Fugante, que reside no Paraná e já fez dezenas de obras parecidas do Brasil e no exterior.

O presidente da Câmara, Ilker Moraes, vê com preocupação um prazo tão longo para encontrar a solução e informa que o Poder Legislativo vai acompanhar, junto às autoridades, alternativas para que o trânsito entre os principais núcleos da cidade não continue tão congestionado como está. “Esta é uma função, também, dos vereadores, e vamos continuar indagando e cobrando soluções mais rápidas para que a população não fique refém de um trânsito caótico como está, atualmente”, destaca o presidente do Legislativo.
