Correio de Carajás

Instituto Vitória Barros entrega certificados para adolescentes e jovens

Jovens e adolescentes participaram de “Laboratórios de Criação”, projeto realizado por meio de emenda parlamentar da vereadora Cristina Mutran

Em duas cerimônias distintas, o Instituto de Arte Vitória Barros faz entrega de certificados para dezenas de adolescentes e jovens que participaram de cursos de formação naquela instituição por meio do projeto “Laboratórios de Criação”. No último sábado, 20, foram realizadas mostra e entrega de certificados para alunos do curso de artes plásticas. Na próxima quinta-feira, às 18h30, acontece a apresentação e entrega de certificados de alunos de música.

Natasha Barros, uma das coordenadoras da Galeria Vitória Barros, explica que o projeto Laboratórios de Criação só foi possível graças a uma emenda parlamentar da vereadora Cristina Mutran (MDB), que proveu recursos do município para oferecer formação artística para jovens e adolescentes de forma gratuita. “A vereadora abraçou essa ideia no final de 2019, mas como houve a pandemia, tivemos muitos problemas para iniciar as ações. Mesmo depois que começamos, precisamos paralisar”, recorda.

A proposta inicial, segundo ela, era alcançar a formação de 80 pessoas, com 370 horas de atividades e aberta à comunidade. “Era uma parceria para acontecer com as escolas. Mas no início de 2021, como houve desaceleração de casos de covid-19, retomamos as aulas. A gente se organizou para abrir a Galeria e realizar projetos”.

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Para retorno das atividades, algumas adaptações foram realizadas, já que a Galeria Vitória Barros não é tão grande. Reduzimos pela metade a quantidade de pessoas no espaço e chegamos ao total de 40 alunos, que foram divididos em quatro turmas.

Parte dos alunos que participaram da formação na Galeria Vitória Barros

Ela relembra que a Galeria Vitória Barros tem tradição em ofertar turmas de desenho, aulas de pintura. Nesse projeto, os instrutores – que são alunos em artes visuais ou são formados em artes visuais – buscaram implementar outros tipos de metodologia de arte e criação artística, para expandir de fato a ideia de artes visuais e para não ficar amarrados em uma linguagem especifica. “Então a ideia era trabalhar esses processos, conhecer um pouco da história da arte e não só focar na produção em si”, destaca Natasha.

A CANETA DIGITAL DE KARINE

A adolescente Karine Eduarda Corrêa de Souza, de 15 anos, diz que cresceu no universo da arte, mas que há cerca de três anos passou a desenhar em plataforma tecnológica, usando uma mesa digital. Minha mãe é artista, que é a Paula Rejane. E eu sempre tive essa cultura, tradição da família de desenhar, todos esses tipos de arte, além de atuar com artesanato, entre outras coisas”, relata.

Karine Eduarda: “Estou feliz porque pude trazer minhas artes digitais aqui para a Galeria Vitória Barros”

Mesmo depois que abraçou a arte digital, Karine diz que nunca abandonou o desenho tradicional. “Estou feliz porque pude trazer minhas artes digitais aqui para a Galeria Vitória Barros, mas também estou expondo o desenho tradicional e a tinta guarani”.

A adolescente diz que tem predileção em desenhar pessoas, suas características e as expressões, como no momento em que ganham presentes, por exemplo. Na exposição do último sábado, havia também um autorretrato de Karine, que ganhou espaço especial ao lado de outros colegas, que fizeram o mesmo. Mas ela também se aventura no estilo Chibi, que se aproxima do cartoon. “Muitos consideram muito infantil, mas há adultos que praticam esse tipo de desenho. Faço porque eu acho bastante interessante”, explica. (Ulisses Pompeu)