Indígenas no prédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Brasília — Foto: Afonso Ferreira/Divulgação
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Um grupo de indígenas ocupou o prédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, em Brasília, por volta das 10h desta segunda-feira (12).

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Os manifestantes estão acampados no gramado da Funarte desde domingo (11) e vieram de diferentes regiões do país para a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas.

Os indígenas acessaram o 4º andar do prédio, fizeram danças e cantaram. O ato, segundo a organização, é pela “defesa do subsistema de atenção à saúde indígena”.

Servidores do edifício acionaram a Polícia Militar, que reforçou a segurança no local.

Em 20 de março deste ano, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou mudanças na pasta. Entre elas, a extinção da Sesai.

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a mudança prevê ainda a municipalização dos serviços de saúde para os povos indígenas, o que pode não assegurar a diversidade no atendimento.

Segundo a coordenadora nacional da APIB, Sônia Guajajara, o protesto reuniu cerca de 115 etnias diferentes. “Não vamos aceitar a municipalização da saúde indígena. Nós, mulheres, não temos a obrigação de aceitar qualquer imposição que venha destruir a nossa saúde, a nossa vida”, disse.

Indígenas no prédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Brasília — Foto: Afonso Ferreira/TV Globo
Indígenas no prédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Brasília — Foto: Afonso Ferreira/TV Globo

A atriz Maria Paula Fidalgo também participou da mobilização. Durante o ato, ela fez críticas contra as possíveis modificações na política indigenista brasileira:

“Não pode colocar a mulher indígena dentro de hospital fazendo parto de cesariana e submetida a tratamento com antibióticos. Não tem cabimento isso”.

O ato desta segunda-feira (12), em Brasília, integra uma série de protestos que vem acontecendo no Brasil.

Em manifestações anteriores, o Ministério da Saúde comunicou que “eventuais mudanças no desenvolvimento dessas ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo objeto de análise e discussão”. (Fonte:G1)

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