Correio de Carajás

Anvisa manda recolher sardinha contaminada com Salmonella

Produto foi considerado impróprio para consumo após identificação da bactéria; consumidores devem interromper uso imediatamente

Peixes pequenos prateados empilhados em close-up.
A medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (espalmada e eviscerada), da empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados — Foto: Freepik
✏️ Atualizado em 29/04/2026 09h36

A Anvisa determinou o recolhimento de lote de sardinha congelada após a identificação da bactéria Salmonella spp., segundo resolução publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

A medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (espalmada e eviscerada), da empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados. De acordo com a agência, análises laboratoriais detectaram a presença da bactéria em amostras de 25 gramas do alimento, o que caracteriza, segundo o texto oficial, “resultado microbiológico insatisfatório e condição de impropriedade para consumo humano”.

O recolhimento envolve o lote 13099022444. A Anvisa determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso do produto, além do recolhimento voluntário das unidades que já estão no mercado.

Esse tipo de medida é adotado quando há risco sanitário direto ao consumidor, mesmo que não haja, necessariamente, registros públicos de casos de intoxicação associados ao lote.

O que o consumidor deve fazer

 

Quem tiver adquirido a sardinha desse lote deve interromper o consumo imediatamente.

A orientação é procurar o local de compra ou entrar em contato com o fabricante para informações sobre devolução ou descarte. Também é possível acionar os órgãos de defesa do consumidor caso haja dificuldade no ressarcimento.

O que é a salmonella e quais os riscos

 

Salmonella é uma bactéria associada a infecções gastrointestinais, geralmente transmitidas por alimentos contaminados, especialmente de origem animal.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • diarreia
  • febre
  • dor abdominal
  • náuseas e vômitos

 

Eles costumam aparecer entre seis e 48 horas após o consumo do alimento contaminado e, na maioria dos casos, duram alguns dias.

Em grupos mais vulneráveis — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida — a infecção pode evoluir para quadros mais graves, com risco de desidratação e necessidade de internação.

Distribuição e próximos passos

 

A Anvisa não detalhou quantas unidades foram distribuídas nem em quais estados o produto foi comercializado.

A empresa responsável deve conduzir o recolhimento e adotar medidas para evitar novos casos, sob monitoramento da agência sanitária. A orientação geral é que consumidores fiquem atentos a comunicados oficiais e evitem consumir produtos de origem desconhecida ou sem procedência clara.

(Fonte:G1)