A imprensa internacional está repercutindo a divulgação das mensagens de celular enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, inclusive uma consulta do banqueiro ao juiz sobre se deveria deixar o Brasil pouco antes de ser preso em novembro de 2025.
O jornal El País publicou uma reportagem que afirmou que “Moraes tem mantido silêncio diante de revelações que caíram como uma bomba atômica a menos de cinco semanas das eleições” presidenciais.
“Essas eleições influenciarão o Supremo, já que o vencedor terá a oportunidade de nomear ministros para as três vagas que ficarão abertas durante seu mandato, podendo alterar a maioria — que atualmente favorece Moraes”, afirmou o periódico espanhol.
Leia mais:O argentino La Nación disse que Moraes “tem sido a figura mais temida e polarizadora entre os três poderes” do Brasil, ao acumular “poderes extraordinários” em processos no STF.
“Esse papel central lhe rendeu hostilidade que ultrapassou as fronteiras do Brasil. Em julho de 2025, o governo de Donald Trump revogou seu visto e impôs sanções com base na Lei Magnitsky, devido à sua atuação nos processos contra Jair Bolsonaro e às ordens para que plataformas americanas removessem conteúdo. Em setembro, Washington incluiu [a esposa do juiz, Viviane] Barci de Moraes na lista. Finalmente, em dezembro, o governo dos EUA reverteu a decisão e retirou ambos da lista de sanções”, afirmou o La Nación.
A plataforma americana Bloomberg, especializada em notícias e análises sobre economia, foi na mesma linha, ao afirmar que “Moraes é uma figura polarizadora no Brasil, tendo despertado a ira de conservadores que o acusam de censura durante uma cruzada contra as chamadas fake news nas redes sociais” e desempenhado “um papel central no julgamento que condenou Bolsonaro sob a acusação de tramar um golpe após sua derrota nas eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
“Moraes já havia negado anteriormente ter vínculos com Vorcaro. No entanto, as mensagens divulgadas na terça-feira, caso se confirmem como verdadeiras, sugerem que eles mantinham uma relação próxima em um momento em que o Banco Master enfrentava investigações e escrutínio devido a alegações de que seu crescimento explosivo havia sido construído com base em ativos e práticas fraudulentos”, escreveu a Bloomberg.
Fonte: Gazeta do Povo
