Correio de Carajás

Helder prevê vacina contra covid-19 para início de 2021 no Pará

Governador Helder Barbalho durante reunião com o Ministério da Saúde nesta terça, 20. — Foto: Reprodução / Agência Pará
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O governador do Pará Helder Barbalho (MDB) participou de uma reunião com o Ministério da Saúde nesta terça e anunciou que prevê a vacinação contra Covid-19 para início de 2021 no estado.

“Acabo de sair da reunião com o Ministério da Saúde onde debatemos e discutimos estratégias de vacinação da nossa população contra o novo coronavírus, que já deve começar a partir da janeiro iniciando com o primeiro grupo prioritário de vacinação, coordenada pelo ministério, em parceria com o Governo e municípios, para que possamos garantir a imunização e proteção da população”, afirmou.

Na reunião com governadores, o governo federal anunciou que a União vai comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do Instituto Butantan produzida em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Com isso, o governo federal deve editar uma nova Medida Provisória para disponibilizar R$ 2,6 bilhões até janeiro.

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Assim como as demais vacinas testadas no Brasil, a CoronaVac está em fase de testes e sua eficácia ainda precisa ser comprovada antes que o uso seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos testes, são aplicadas duas doses do imunizante por voluntário.

O governador do Pará e mais 23 governadores participaram da reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Segundo Pazuello, quando a vacina for aprovada, as doses serão distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que há décadas é responsável por campanhas nacionais de vacinação. “Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse Pazuello.

Até reunião anterior realizada na semana passada com os secretários estaduais de Saúde de todo o país, o governo federal não havia incluído a CoronaVac no programa nacional de vacinação.

Antes do anúncio desta terça-feira, a previsão do ministério era ter 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021:

  • 40 milhões via iniciativa COVAX Facility, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • 100 milhões de doses via AstraZeneca/Oxford (além dessas doses, no segundo semestre, o governo pretende produzir 165 milhões de doses deste imunizante).

Agora, o Ministério da Saúde afirmou que “somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021”.

Segurança da vacina

A CoronaVac está na terceira fase de testes. Nesta segunda-feira (20), o governo de São Paulo afirmou que 35% dos nove mil voluntários que participam dos testes no Brasil apresentaram reações adversas leves. Segundo o governo, não houve registro de efeitos colaterais graves e a vacina pode ser considerada segura.

A informação faz parte de um estudo parcialmente apresentado em entrevista coletiva. O estudo, no entanto, não foi publicado em revista científica. Ainda não há dados sobre a eficácia da CoronaVac. Segundo o governo, essas informações serão apresentadas até o fim do ano.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta segunda que a data para liberação ainda é incerta. Para ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é necessário que a eficácia da vacina também seja comprovada.

“As perspectivas da vacina são otimistas, mas não podemos dar uma data específica de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final do ano essa vacina tenha o dossiê entregue na Anvisa, e que a Anvisa possa proceder a análise e o registro”, disse. (Fonte:G1)

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