Correio de Carajás

Helder discute obras em rodovias federais do Pará

Helder Barbalho reunido em Brasília com o ministro Tarcísio, esta semana/ Foto: Ricardo Botelho-MInfra
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Obras na área de transporte de responsabilidade do governo federal estiveram em pauta durante a audiência do governador Helder Barbalho com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em Brasília. Os serviços no modal rodoviário são estratégicos para a economia e devem impulsionar o desenvolvimento do Estado. O secretário de Estado de Transportes, Pádua Andrade, participou do encontro, que também tratou da conclusão das etapas um e dois do Projeto Belém Porto Futuro.

Um dos pontos debatidos foi a pavimentação de 230 quilômetros da Rodovia BR-230, a Transamazônica, no trecho entre os municípios de Medicilândia e Rurópolis, no sudoeste do Estado. O ministro assegurou a continuidade da obra, que deve ser concluída até o ano que vem, melhorando o escoamento de produtos como cacau, banana e mandioca e beneficiando ainda a pecuária. Com a obra, será reduzida em 160 quilômetros a distância entre Santarém, no Baixo Amazonas, e outros municípios paraenses

Segundo Pádua Andrade, Tarcísio de Freitas também garantiu a cessão da Rodovia BR-222, em Marabá, no sudeste paraense, onde o governo vai investir R$ 37 milhões na duplicação da pista, no trecho do fim da ponte sobre o Rio Tocantins até a BR-153/ 230.

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INTEGRAÇÃO

Obras para a região Lago de Tucuruí também foram debatidas, para impulsionar as vocações econômicas locais, como a agropecuária, por exemplo. “Tivemos a oportunidade de discutir sobre as BRs 158 e 155, que precisam de reparos; a BR-422, de Novo Repartimento a Tucuruí; as obras de conclusão da BR-230 (Transamazônica), no trecho que passa por Uruará, Placas e Rurópolis e também um trecho entre Itaituba e Rurópolis. Obras estratégicas no campo rodoviário”, disse o governador.

O trecho da BR-316 entre os municípios de Castanhal e Santa Maria do Pará, no nordeste do Estado, é considerado um dos trechos mais perigosos do Brasil pelo alto trânsito de veículos pesados que se deslocam entre as regiões Norte e Nordeste. A duplicação é uma das soluções para diminuir o número de acidentes, desafogando o fluxo. O diálogo com o governo federal nesse sentido já vem ocorrendo desde o ano passado, quando Tarcísio de Freitas havia confirmado a liberação de recurso de R$ 69 milhões para a obra.

BELÉM

Outra definição que saiu do encontro de Helder Barbalho com o ministro da infraestrutura foi de que o Aeroporto Brigadeiro Protásio, em Belém (PA), deverá ser retirado dos estudos da 7ª rodada de concessões de aeroportos, que serão iniciados ainda este ano. A ideia é que a estrutura do aeroporto seja extinta e transferida para o aeroporto Val-de-Cans, que fica geograficamente ao lado do terminal de menor porte. Inicialmente, os dois terminais integravam o bloco do Pará e Amapá da 7ª rodada. Com a mudança, somente o aeroporto Val-de-Cans será concedido (terceirizado).

Para isso, a União, por meio da Infraero, e o estado do Pará decidiram firmar, ainda em setembro, um acordo de cooperação técnica no valor de R$ 15 milhões para a migração da estrutura do aeroporto Brigadeiro Protásio para o aeroporto Val-de-Cans. O governo do estado vai entrar com os recursos financeiros, enquanto a Infraero será responsável pela migração da estrutura de um aeroporto para o outro. Atualmente, todos os voos comerciais na capital paraense ocorrem no aeroporto Val-de-Cans. O outro terminal está restrito a hangares e afins. O governo local optou por revitalizar a área do aeroporto de menor porte para a população.

No âmbito da aviação regional, Freitas também anunciou a entrega das obras de revitalização do aeroporto de Oriximiná (PA) até o fim do ano. Em seguida, serão iniciadas as obras nos aeroportos de Breves (PA), Redenção (PA), Itaituba (PA) e Paragominas (PA).

No setor aquaviário, o principal tema abordado foram as obras do Pedral do Lourenço, que estão em fase de licenciamento. A expectativa é que as intervenções sejam iniciadas ainda no próximo ano. Outra agenda tratada foi o apoio do estado à política de redução do ICMS do Bunker, combustível utilizado na navegação. (Da Redação, com Ag. Pará)

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