O xadrez político para as duas vagas ao Senado Federal no Pará começa a ganhar contornos mais nítidos, e pesquisa de intenção de voto divulgada nesta segunda-feira (23) aponta para uma tendência clara: a liderança isolada do atual governador, Helder Barbalho (MDB).
O levantamento do instituto Paraná Pesquisas, registrado sob o número PA-03072/2026 e custeado com recursos próprios, apresentou números ainda mais favoráveis a Helder Barbalho, que flutuou entre 49,4% e 50,1% nos dois cenários testados. A pesquisa, que ouviu 1.400 eleitores em 59 municípios paraenses, mostra uma briga intensa e numericamente superior pela segunda vaga.
No primeiro cenário da Paraná Pesquisas, o senador Zequinha Marinho (Podemos) alcança 29,6%, seguido de perto por Celso Sabino (União Brasil), com 28%, configurando um empate técnico pela segunda posição. Na sequência, aparecem o deputado federal Joaquim Passarinho (PL), com 22,5%, e Chicão (MDB), com 19,3%. O nome de Fernando Carneiro (Psol) foi lembrado por 6,2% dos entrevistados.
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Ao retirar o nome de Joaquim Passarinho, o segundo cenário do instituto mostrou um crescimento geral dos principais concorrentes. Helder Barbalho atingiu 50,1%, enquanto Zequinha Marinho subiu para 31,8% e Celso Sabino para 29,7%, mantendo o empate técnico entre eles. Chicão também cresceu, chegando a 20,3%, e o deputado estadual Rogério Barra (PL) foi testado, marcando 13,8%.
Análise do Cenário
A convergência dos dados, apesar das diferenças nos números e nos nomes testados, permite traçar um panorama claro. A força política de Helder Barbalho como governador o posiciona como favorito absoluto para uma das vagas, capitalizando sua alta aprovação e a máquina administrativa. A verdadeira batalha, portanto, se desenrola pelo segundo assento no Senado, com pelo menos cinco nomes competitivos se movimentando para consolidar uma candidatura viável.
A pulverização de votos entre Zequinha Marinho, Celso Sabino, Éder Mauro, Chicão e, potencialmente, Simão Jatene, indica que a definição dependerá de alianças estratégicas, do apoio do Palácio do Planalto e da capacidade de cada candidato de construir uma narrativa que cative o eleitorado.
