Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará
Ads

Gestores da área de Segurança Pública se reuniram nesta quinta-feira (1º), em Belém, com quatro coordenadores da Força-Tarefa de Investigação Penitenciária (FTIP) para alinhar as ações que serão realizadas de forma integrada nas casas penais em todo o Estado. A vinda dos agentes federais ao Pará já estava prevista, para contribuir com o treinamento e formação dos novos 485 agentes penitenciários que serão empossados no próximo sábado (3).

Ads

Nesse primeiro momento, os agentes da Força-Tarefa estão dialogando com gestores da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), dos comandos de policiamento penitenciário e diretores de casas penais, e conhecendo o funcionamento, a estrutura e o quadro funcional das unidades penitenciárias do Estado. Em seguida, farão um diagnóstico para traçar o plano de implementação do modelo federal no Pará.

O objetivo é que nesses 30 dias de atuação a FTIP implemente e estabeleça um procedimento padrão, que seja repassado ao efetivo da Susipe e, em seguida, o Estado comece a atuar com base nas novas diretrizes. Os agentes que passam a compor o quadro já serão treinados para entender a rotina de um presídio federal e, assim, trabalhar de forma diferenciada.

Integração – No fim da tarde, o governador Helder Barbalho recebeu os coordenadores da Força-Tarefa no Palácio do Governo, e ressaltou a importância da melhoria do quadro funcional e da estrutura física das penitenciárias, além da posse dos novos agentes e a convocação dos 642 candidatos excedentes classificados em concurso público, já anunciada. “É importante a união de forças federais e do Estado para o cumprimento da devida execução penal. Queremos que o processo de integração seja natural e eficiente, para que possamos aprimorar a gestão penitenciária no Estado”, destacou.

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, a experiência e o conhecimento trazidos pelos agentes federais representam um grande ganho para o Estado do Pará. “As penitenciárias federais, além de terem uma estrutura de qualidade, também possuem um efetivo muito bom. Os índices de rebeliões e fugas são muito baixos devido ao forte controle. Por isso, com a melhoria nos instrumentos de trabalho dos novos agentes penitenciários do Pará e o treinamento proporcionado por essa integração de forças, poderemos estabelecer procedimentos mais rigorosos, que resultem no aprimoramento das condições carcerárias”, afirmou Ualame Machado.

(Agência Pará)

Ads