Correio de Carajás

Fumaça e pássaros põem tráfego aéreo em risco

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Como ocorre todos os anos, a chegada do verão amazônico causa preocupação à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infaero), responsável pela administração do Aeroporto João Correa da Rocha, na Cidade Nova, devido a grande ocorrência de queimadas e a permanência de aves de rapina na área nessa época do ano. De acordo com o superintendente da Infraero no município, Enock Gama, a situação é preocupante não só em julho, mas também nos demais meses do verão. “Isso prejudica as operações aeroportuárias. A Infraero procura preparar o aeródromo para os voos, mas nós não temos a obrigação legal de interferir nessas ações que são demandadas fora do aeroporto, cabendo aos órgãos de fiscalização, como Ibama, Incra e Secretaria de Meio Ambiente atuar”, declarou.

Nos meses de novembro e dezembro de 2015, Marabá foi encoberta por uma cortina de fumaça que pairou por mais de 10 dias sobre a cidade, prejudicando a visibilidade nas estradas e também o serviço de aviação. Além das queimadas, a grande concentração de aves no espaço aéreo pode causar acidentes graves às aeronaves com voos regularidades para Marabá.

“O perigo é real. A gente colabora e tem tratado desse assunto junto aos órgãos de controle e fiscalização com o objetivo de garantir a segurança nos voos. Nosso pessoal têm avistado pássaros no entorno da área, mas felizmente não tivemos nenhum caso de colisão registrado até agora”, afirma, informando que a Infraero recebe apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para administrar situações de risco.

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“Também verificamos os casos de lixões a céu aberto que se criam próximo ao aeroporto e atraem a presença de urubus. Se fosse aterro sanitário, não haveria problema”, reiterou o superintendente. Enock informou também que há uma série de procedimentos de segurança no aeroporto para a prevenção de acidentes. “Quando vemos que o número de aves está acima do normal, estouramos fogos no espaço de pouso 30 minutos antes das aeronaves aterrissarem.

“A gente tem um custo elevado com isso. De qualquer maneira, não é o tratamento ideal, mas como nós estamos na Amazônia e a gente sabe que aqui tem muito pássaro, a gente tem que fazer”, justifica, ressaltando que uma única ave é capaz de derrubar uma aeronave.

Conscientização

Para Enock, é importante que a comunidade contribua para a segurança, evitando, por exemplo, depositar o lixo doméstico próximo ao aeroporto. “Isso é obrigação da gente. Acho que cada um tem que cumprir e fazer da melhor maneira possível, sempre pensando que o direito de um termina quando começa o direito do outro. Então, não vamos prejudicar os outros se a gente pode evitar”, atenta.

Saiba Mais– Segundo o superintendente da Infraero em Marabá, cerca de 700 operações de pouso e decolagem são realizadas por mês no Aeroporto João Correa da Rocha.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

 

 

 

Como ocorre todos os anos, a chegada do verão amazônico causa preocupação à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infaero), responsável pela administração do Aeroporto João Correa da Rocha, na Cidade Nova, devido a grande ocorrência de queimadas e a permanência de aves de rapina na área nessa época do ano. De acordo com o superintendente da Infraero no município, Enock Gama, a situação é preocupante não só em julho, mas também nos demais meses do verão. “Isso prejudica as operações aeroportuárias. A Infraero procura preparar o aeródromo para os voos, mas nós não temos a obrigação legal de interferir nessas ações que são demandadas fora do aeroporto, cabendo aos órgãos de fiscalização, como Ibama, Incra e Secretaria de Meio Ambiente atuar”, declarou.

Nos meses de novembro e dezembro de 2015, Marabá foi encoberta por uma cortina de fumaça que pairou por mais de 10 dias sobre a cidade, prejudicando a visibilidade nas estradas e também o serviço de aviação. Além das queimadas, a grande concentração de aves no espaço aéreo pode causar acidentes graves às aeronaves com voos regularidades para Marabá.

“O perigo é real. A gente colabora e tem tratado desse assunto junto aos órgãos de controle e fiscalização com o objetivo de garantir a segurança nos voos. Nosso pessoal têm avistado pássaros no entorno da área, mas felizmente não tivemos nenhum caso de colisão registrado até agora”, afirma, informando que a Infraero recebe apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para administrar situações de risco.

“Também verificamos os casos de lixões a céu aberto que se criam próximo ao aeroporto e atraem a presença de urubus. Se fosse aterro sanitário, não haveria problema”, reiterou o superintendente. Enock informou também que há uma série de procedimentos de segurança no aeroporto para a prevenção de acidentes. “Quando vemos que o número de aves está acima do normal, estouramos fogos no espaço de pouso 30 minutos antes das aeronaves aterrissarem.

“A gente tem um custo elevado com isso. De qualquer maneira, não é o tratamento ideal, mas como nós estamos na Amazônia e a gente sabe que aqui tem muito pássaro, a gente tem que fazer”, justifica, ressaltando que uma única ave é capaz de derrubar uma aeronave.

Conscientização

Para Enock, é importante que a comunidade contribua para a segurança, evitando, por exemplo, depositar o lixo doméstico próximo ao aeroporto. “Isso é obrigação da gente. Acho que cada um tem que cumprir e fazer da melhor maneira possível, sempre pensando que o direito de um termina quando começa o direito do outro. Então, não vamos prejudicar os outros se a gente pode evitar”, atenta.

Saiba Mais– Segundo o superintendente da Infraero em Marabá, cerca de 700 operações de pouso e decolagem são realizadas por mês no Aeroporto João Correa da Rocha.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

 

 

 

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