Correio de Carajás

FNL ocupa o Incra por negociação

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá foi hoje, segunda-feira (31), por integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL). Após uma reunião realizada nesta tarde entre o os manifestantes e o superintendente regional, o movimento definiu que só vai deixar o prédio quando um diretor do órgão em Brasília vir a Marabá para negociar a pauta de reivindicações.

Os membros da FNL ocuparam a parte externa do Incra, armando redes e barracas no local. Embora a parte interna do órgão não esteja ocupada pelos manifestantes, os servidores foram impedidos de entrar no prédio para trabalhar. Dentre as reivindicações da FNL, estão a vistoria de terras ocupadas pelo movimento na região e recuperação de estradas vicinais.

“Quando a gente foi em Brasília eles falaram que, a partir da hora que a cadeia dominial estivesse pronta, eles viriam fazer a vistoria. E essa cadeia dominial já está pronta há três meses. Eu queria saber por que eles não liberaram para a gente essa vistoria, para poder assentar o pessoal dentro da terra”, questionou a coordenadora regional da FNL, Deuzimar da Silva Ribeiro.

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A cadeia dominial é exigida para que o órgão colonizador tenha acesso ao histórico da terra, como a relação de proprietários e documentos referentes ao imóvel. A coordenadora da Frente Nacional disse que o Incra chegou a alegar que não tinha veículos para fazer a fiscalização nos acampamentos. “Mas eu estou vendo aqui que tem vários carros”, observa.

Além de Marabá, a FNL interditou a estrada que dá acesso ao Projeto S11D, em Canaã dos Carajás. A maioria dos acampamentos do movimento fica nos municípios de Novo Repartimento, Pacajá e Tucuruí.

Incra

Para Asdrúbal Bentes, superintendente regional do Incra, a ocupação do prédio não é a postura correta. “Nesse ponto, eles até têm razão, porque o Incra está tendo dificuldade de natureza financeira para executar o trabalho que precisa fazer. Mas não é com ocupação dessa natureza que se vai resolver o problema”, confirma.

Segundo ele, muitos veículos que estão na sede de Marabá não funcionam mais. “Os veículos existem, mas a maioria deles não serve, inclusive já pedi autorização para leiloar esses carros”, afirmou. E conforme foi repassado, faltam recursos humanos e financeiros no órgão.

“Nosso quadro é de 132 servidores para atender 39 municípios, 73 mil famílias assentadas e 503 projetos de assentamentos”, concluiu, dizendo que o diálogo é a melhor solução neste caso.

Asdrúbal ainda informou que a procuradoria do Incra já deu entrada em uma ação de reintegração de posse com pedido de liminar para que os manifestantes desocupem o prédio e as atividades sejam retornadas. Ele também disse que aguarda reposta de Brasília para que possa dar continuidade à conversa com a FNL. (Nathália Viegas)

 

 

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá foi hoje, segunda-feira (31), por integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL). Após uma reunião realizada nesta tarde entre o os manifestantes e o superintendente regional, o movimento definiu que só vai deixar o prédio quando um diretor do órgão em Brasília vir a Marabá para negociar a pauta de reivindicações.

Os membros da FNL ocuparam a parte externa do Incra, armando redes e barracas no local. Embora a parte interna do órgão não esteja ocupada pelos manifestantes, os servidores foram impedidos de entrar no prédio para trabalhar. Dentre as reivindicações da FNL, estão a vistoria de terras ocupadas pelo movimento na região e recuperação de estradas vicinais.

“Quando a gente foi em Brasília eles falaram que, a partir da hora que a cadeia dominial estivesse pronta, eles viriam fazer a vistoria. E essa cadeia dominial já está pronta há três meses. Eu queria saber por que eles não liberaram para a gente essa vistoria, para poder assentar o pessoal dentro da terra”, questionou a coordenadora regional da FNL, Deuzimar da Silva Ribeiro.

A cadeia dominial é exigida para que o órgão colonizador tenha acesso ao histórico da terra, como a relação de proprietários e documentos referentes ao imóvel. A coordenadora da Frente Nacional disse que o Incra chegou a alegar que não tinha veículos para fazer a fiscalização nos acampamentos. “Mas eu estou vendo aqui que tem vários carros”, observa.

Além de Marabá, a FNL interditou a estrada que dá acesso ao Projeto S11D, em Canaã dos Carajás. A maioria dos acampamentos do movimento fica nos municípios de Novo Repartimento, Pacajá e Tucuruí.

Incra

Para Asdrúbal Bentes, superintendente regional do Incra, a ocupação do prédio não é a postura correta. “Nesse ponto, eles até têm razão, porque o Incra está tendo dificuldade de natureza financeira para executar o trabalho que precisa fazer. Mas não é com ocupação dessa natureza que se vai resolver o problema”, confirma.

Segundo ele, muitos veículos que estão na sede de Marabá não funcionam mais. “Os veículos existem, mas a maioria deles não serve, inclusive já pedi autorização para leiloar esses carros”, afirmou. E conforme foi repassado, faltam recursos humanos e financeiros no órgão.

“Nosso quadro é de 132 servidores para atender 39 municípios, 73 mil famílias assentadas e 503 projetos de assentamentos”, concluiu, dizendo que o diálogo é a melhor solução neste caso.

Asdrúbal ainda informou que a procuradoria do Incra já deu entrada em uma ação de reintegração de posse com pedido de liminar para que os manifestantes desocupem o prédio e as atividades sejam retornadas. Ele também disse que aguarda reposta de Brasília para que possa dar continuidade à conversa com a FNL. (Nathália Viegas)

 

 

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