Zilda Costa ‘denunciou’ o pai rebelde a polícia /Foto: Ronaldo Modesto
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Às vésperas do Dia dos País, um caso curioso chamou a atenção da reportagem do CORREIO em Parauapebas. Zilda Costa Silva foi até a delegacia de Polícia Civil pedir orientação da polícia e ‘denunciar’ o pai dela, João da Conceição, de 89 anos, que quer ir embora para o Maranhão atrás de uma ‘namorada’.

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Ela conta que o pai tem vários problemas de saúde e toma remédio controlado. “Ele já teve derrame três vezes, usa marca-passo, tem diabetes e problemas neurológicos, em decorrência dos derrames. Mas ele é teimoso e agora decidiu que quer ir para a cidade de Bacabal, no Maranhão, atrás de uma mulher, porque ele colocou na cabeça que sente falta de uma companheira”, detalha Zilda.

Segundo a mulher, João é rebelde e vive acusando ela e outra filha de quererem ficar com o dinheiro dele. “Ele guarda o dinheiro dele em uma mala fechado com cadeado e anda com a chave, porque diz que a gente quer pegar o dinheiro”, relata, rindo da situação.

Zilda afirma que seu pai vivia no Maranhão em condições nada boas. Por isso, junto com outra irmã, decidiram trazê-lo para Parauapebas. “Ele mora comigo. Minha outra irmã não mora na cidade, mas sempre que pode ela vem vê-lo. Nós só queremos o melhor para ele e não queremos que volte para o Maranhão, porque sua situação de saúde é complicada”, argumenta.

No entanto, nos últimos dias João decidiu que vai voltar para o Maranhão, para ver a ‘namorada’ e quer viajar sozinho. “Ele agora está brigando com a gente, dizendo que não estamos deixando ele viajar e disse que vai nos denunciar por cárcere privado”, ressalta Zilda.

De acordo com ela, o pai tem tudo em casa, mas vive dizendo que está infeliz e quer, porque quer, ir atrás da tal namorada. “Essa mulher não quer ele, devido aos problemas de saúde dele. Uma vez ela viu ela ter uma crise e ficar se debatendo e disse, para nós [ela e outra irmã], que não ia arrumar problemas para ela. No entanto, ele não acredita nisso e afirma que somos nós que não deixamos ele viver com ela”, relata.

Zilda disse que procurou a polícia, para se resguardar de qualquer coisa, caso João realmente vá para o Maranhão e aconteça alguma coisa com ele. “Eu não quero que ele vá e só quero cuidar dele. É meu pai e agora eu e minha irmã só temos ele, porque nossa mãe já morreu”, lamenta, dizendo que assim que saísse da delegacia ia até o comércio comprar o presente do pai. (Tina Santos- com informações de Ronaldo Modesto)

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