📅 Publicado em 17/04/2026 16h45✏️ Atualizado em 17/04/2026 17h20
Há mais de dois meses, a família de Jéssica Richene Duarte Kauffmann, de 35 anos, tenta descobrir onde ela está. Sem notícias desde fevereiro deste ano, os parentes passaram a intensificar as buscas após a última mensagem enviada por ela a um dos irmãos, com um aviso incomum e com a localização de um endereço em Parauapebas. Desde então, o caso é acompanhado pela polícia e mobiliza familiares entre o Pará e o Tocantins.
Segundo informações repassadas por Gisele Cristina Kauffmann Alves, irmã de Jéssica, nesta sexta-feira (17) o desaparecimento passou a ser formalmente investigado após tentativas frustradas de localizar Jéssica em diferentes cidades.
O último contato direto com a família ocorreu em fevereiro. Em uma mensagem enviada por WhatsApp Jéssica escreveu: “Mano, se eu sumir, tu já sabe onde me encontrar”, seguida do envio de uma localização correspondente a um endereço na Rua Fortaleza, no Bairro da Paz, em Parauapebas.
Leia mais:Antes disso, a família acreditava que ela estivesse em Palmas, no Tocantins, onde havia residido nos últimos anos. Um boletim de ocorrência foi registrado na capital tocantinense, após orientação de um conhecido. Durante as buscas, foi confirmado por policiais que Jéssica realmente viveu no endereço indicado na cidade.
Ainda de acordo com o relato, Jéssica havia registrado dois boletins de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra o então companheiro, identificado como Vinícius Pereira da Silva. A família foi informada de que ele estaria preso.
Com a possibilidade de que Jéssica tivesse retornado ao Pará, Gisele passou a procurá-la em Parauapebas. “Procurei no IML, procurei em hospitais, procurei em delegacias e não tive nenhum contato da Jéssica”, relata.
Diante da falta de respostas, um novo boletim de ocorrência foi registrado na Divisão de Pessoas Desaparecidas, dessa vez em Belém. Informações como número de telefone, possíveis endereços e a localização enviada por Jéssica foram repassadas às autoridades, que seguem com a investigação.
O histórico familiar aponta que Jéssica já havia vivido com a mãe em Benevides, na Região Metropolitana de Belém, até 2015. Segundo o relato, conflitos familiares relacionados ao uso de entorpecentes levaram à separação. Jéssica então passou a viver sem residência fixa, na casa de terceiros.
Em 2018, se mudou para Palmas, onde iniciou um relacionamento e permaneceu por alguns anos até perder o contato com a família.
A ausência prolongada tem agravado a situação emocional dos familiares, especialmente da mãe, que apresenta problemas de saúde. “A minha mãe, que já tá com uma certa idade, já tem uma saúde debilitada, tá começando a entrar em desespero”, diz Gisele.
A família pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Jéssica seja comunicada às autoridades. (Com informações da Polícia Civil e Ronaldo Modesto)

