Correio de Carajás

Experiências musicais marcam a noite de gravação do Festival Cilindrada

Fotos: Jairton Moura (Sigma Fotografia)

Quem veio com aquele papo de que este Verão não tinha nada para fazer na cidade, se enganou completamente. Prova disso foi mais um final de semana repleto de atividades culturais. No sábado, dia 29 de julho, aconteceu a gravação do disco do Festival Cilindrada, na Orla de Marabá.

Após três sábados de pocket shows, todos os artistas selecionados no projeto se reuniram em um encontro pra lá de emocionante. Artistas da terra, outros de Belém, novos músicos e bandas já consagradas em um único propósito. Incentivar a produção da música autoral. Com o patrocínio da Cervejaria Cilindrada, Bar Maverick, e apoio da Prefeitura Municipal de Marabá juntamente com o grupo Correio de Comunicação e em uma estrutura que contagiou a Praça São Félix de Valois – Centro Cultural Toca do Manduquinha.

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A programação foi aberta com a sensacional apresentação de Diego Aquino, grande conhecido do público de Marabá. Diego, que trouxe a canção “Eu não sou pra casar”, de sua autoria, fez uma mística referente aos amores e desamores da vida. Relacionada ao universo da sereia e os encantos das deusas das águas. Antes disso, levantou o público com sucessos de artistas consagrados e que embalam seu repertório nas noites. Em seguida veio Rafael Guerreiro (Belém-PA) com muita guitarrada e swing caribenho. Música instrumental e autoral da melhor qualidade. O artista gravou “Caboclo Estranho”.

A Banda Metheoro, de Marabá, e prata da casa do bar Maverick, foi a terceira a se apresentar. Trazendo uma baladinha rock para a gravação. “Luz do sol” foi a canção escolhida. Por falar em rock, este gênero musical foi o de maior expressividade nas apresentações. As batidas do Hip Hop também marcaram presença na apresentação de Bruno B.O. que trouxe o rap autoral da Região Norte para a noite de apresentações.

A “Família Sempre Pelo Certo”, depois de cantar “Garota do Setor”, abriu espaço para um dueto lindo com Jane Martins, da banda Negra Melodia (Marabá). Fantástico ver essa troca de experiência artística ao vivo. Música negra, que fala da realidade social amazônica e a representa de verdade. Que essa conexão Marabá e Belém aconteça mais vezes.  

Do Rap para o Indie Rock. A garotada do Universo Paralelo das Palhetas chegava como quinta apresentação da noite. Uma rapaziada que eu já rendi muitos elogios por aqui. Inclusive uma edição inteira da Cultura Livre dedicada para eles. Na apresentação de sábado, a ex-baixista Letícia Portela se juntou ao grupo em um novo arranjo da banda, especialmente para a gravação, com espaço para o dueto de sucesso com Savannah Lemos. Entre as músicas autorais, “Apatia” foi a selecionada para entrar no registro do festival. A banda foi uma das vencedoras do prêmio PROEX –  Prêmio de Arte e Cultura da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará).

No embalo das conexões musicais quem veio na sequência foi a artista Zahra Hir, de Belém. Com uma pegada de MPB, Reggae e MPP – Música Popular Paraense. Zahara encantou a todos com sua voz. E que voz! A canção “Diverso” trouxe mais um toque feminino ao evento. O Rock mais uma vez estruturava o festival e voltava na sexta apresentação com o duo da Prima Matéria.

Antônio Metal (vocal & guitarra) e Daniel Jorge (baixo, vocal & programações) chegaram com uma consistência sonora carregada de influências eletrônicas. Programadores e sintetizadores explorados em volume máximo na música “O que não parece mais”.

A banda Bleed Chapeter deu sequência ao espírito rock que invadia a orla da cidade. Ao estilo SouthernStoner Metal. Os meninos são de Marabá mesmo e têm influência de bandas como Kyng, Down, Corrosion of Conformity e Black Label Society. Tudo começou com os músicos Carlos Nava e Bruno Cruz lá pelos meados de 2013. Entre tantas mudanças ocorridas nos últimos anos, a banda representa com autenticidade o movimento de bandas de garagem que escrevem tão bem a história do rock na cidade. “It’s Over” foi a único trabalho autoral em inglês.

Coube à Negra Melodia a tarefa de encerrar o festival, quando já passava da meia-noite e tudo já era uma grande festa. Seguindo a proposta de misturar ritmos e vivências sonoras, Jane e Marcelo chegaram com muito Reggae, Axé, Afoxé, Ijexá, Samba e Carimbó. A música ‘Pedra Palmares’, de Milton Rocha, tem uma relação simbólica com a região e foi seguida das apresentações de ‘Pelo Cabelo Seco’, que faz uma referência ao Cabelo Seco (Bairro Francisco Coelho), grande quilombo urbano da cidade.

O público ia ao delírio! Diego Aquino, que fez backing vocal de última hora na apresentação da Negra Melodia, juntou-se com Jane Martins a frente do palco e fez mais um encontro maravilhoso, quebrando a esta hora o protocolo da gravação do material. O lançamento do disco está programado para o dia 6 de setembro próximo e ainda teremos mais uma rodada de pocket shows para acontecer. Tudo no mesmo lugar. No Palco Sunset, localizado na orla.

Viva os encontros e a diversidade musical e autoral no Sul do Pará!

Te vejo no próximo encontro!

 

Relação das Músicas do Festival:

Diego Aquino – Eu Não Sou Pra Casar

Rafael Guerreiro – Caboclo Estranho

Bruno B.O – Garota do setor

Banda Metheoro – Luz do sol

Universo Paralelo das Palhetas – Apatia

Zahra Hir – Diverso

Prima Matéria – O que não parece mais

Bleed Chapter – It’s Over

Negra Melodia – Pedra Palmares

 

 

 

Fotos: Jairton Moura (Sigma Fotografia)

Quem veio com aquele papo de que este Verão não tinha nada para fazer na cidade, se enganou completamente. Prova disso foi mais um final de semana repleto de atividades culturais. No sábado, dia 29 de julho, aconteceu a gravação do disco do Festival Cilindrada, na Orla de Marabá.

Após três sábados de pocket shows, todos os artistas selecionados no projeto se reuniram em um encontro pra lá de emocionante. Artistas da terra, outros de Belém, novos músicos e bandas já consagradas em um único propósito. Incentivar a produção da música autoral. Com o patrocínio da Cervejaria Cilindrada, Bar Maverick, e apoio da Prefeitura Municipal de Marabá juntamente com o grupo Correio de Comunicação e em uma estrutura que contagiou a Praça São Félix de Valois – Centro Cultural Toca do Manduquinha.

A programação foi aberta com a sensacional apresentação de Diego Aquino, grande conhecido do público de Marabá. Diego, que trouxe a canção “Eu não sou pra casar”, de sua autoria, fez uma mística referente aos amores e desamores da vida. Relacionada ao universo da sereia e os encantos das deusas das águas. Antes disso, levantou o público com sucessos de artistas consagrados e que embalam seu repertório nas noites. Em seguida veio Rafael Guerreiro (Belém-PA) com muita guitarrada e swing caribenho. Música instrumental e autoral da melhor qualidade. O artista gravou “Caboclo Estranho”.

A Banda Metheoro, de Marabá, e prata da casa do bar Maverick, foi a terceira a se apresentar. Trazendo uma baladinha rock para a gravação. “Luz do sol” foi a canção escolhida. Por falar em rock, este gênero musical foi o de maior expressividade nas apresentações. As batidas do Hip Hop também marcaram presença na apresentação de Bruno B.O. que trouxe o rap autoral da Região Norte para a noite de apresentações.

A “Família Sempre Pelo Certo”, depois de cantar “Garota do Setor”, abriu espaço para um dueto lindo com Jane Martins, da banda Negra Melodia (Marabá). Fantástico ver essa troca de experiência artística ao vivo. Música negra, que fala da realidade social amazônica e a representa de verdade. Que essa conexão Marabá e Belém aconteça mais vezes.  

Do Rap para o Indie Rock. A garotada do Universo Paralelo das Palhetas chegava como quinta apresentação da noite. Uma rapaziada que eu já rendi muitos elogios por aqui. Inclusive uma edição inteira da Cultura Livre dedicada para eles. Na apresentação de sábado, a ex-baixista Letícia Portela se juntou ao grupo em um novo arranjo da banda, especialmente para a gravação, com espaço para o dueto de sucesso com Savannah Lemos. Entre as músicas autorais, “Apatia” foi a selecionada para entrar no registro do festival. A banda foi uma das vencedoras do prêmio PROEX –  Prêmio de Arte e Cultura da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará).

No embalo das conexões musicais quem veio na sequência foi a artista Zahra Hir, de Belém. Com uma pegada de MPB, Reggae e MPP – Música Popular Paraense. Zahara encantou a todos com sua voz. E que voz! A canção “Diverso” trouxe mais um toque feminino ao evento. O Rock mais uma vez estruturava o festival e voltava na sexta apresentação com o duo da Prima Matéria.

Antônio Metal (vocal & guitarra) e Daniel Jorge (baixo, vocal & programações) chegaram com uma consistência sonora carregada de influências eletrônicas. Programadores e sintetizadores explorados em volume máximo na música “O que não parece mais”.

A banda Bleed Chapeter deu sequência ao espírito rock que invadia a orla da cidade. Ao estilo SouthernStoner Metal. Os meninos são de Marabá mesmo e têm influência de bandas como Kyng, Down, Corrosion of Conformity e Black Label Society. Tudo começou com os músicos Carlos Nava e Bruno Cruz lá pelos meados de 2013. Entre tantas mudanças ocorridas nos últimos anos, a banda representa com autenticidade o movimento de bandas de garagem que escrevem tão bem a história do rock na cidade. “It’s Over” foi a único trabalho autoral em inglês.

Coube à Negra Melodia a tarefa de encerrar o festival, quando já passava da meia-noite e tudo já era uma grande festa. Seguindo a proposta de misturar ritmos e vivências sonoras, Jane e Marcelo chegaram com muito Reggae, Axé, Afoxé, Ijexá, Samba e Carimbó. A música ‘Pedra Palmares’, de Milton Rocha, tem uma relação simbólica com a região e foi seguida das apresentações de ‘Pelo Cabelo Seco’, que faz uma referência ao Cabelo Seco (Bairro Francisco Coelho), grande quilombo urbano da cidade.

O público ia ao delírio! Diego Aquino, que fez backing vocal de última hora na apresentação da Negra Melodia, juntou-se com Jane Martins a frente do palco e fez mais um encontro maravilhoso, quebrando a esta hora o protocolo da gravação do material. O lançamento do disco está programado para o dia 6 de setembro próximo e ainda teremos mais uma rodada de pocket shows para acontecer. Tudo no mesmo lugar. No Palco Sunset, localizado na orla.

Viva os encontros e a diversidade musical e autoral no Sul do Pará!

Te vejo no próximo encontro!

 

Relação das Músicas do Festival:

Diego Aquino – Eu Não Sou Pra Casar

Rafael Guerreiro – Caboclo Estranho

Bruno B.O – Garota do setor

Banda Metheoro – Luz do sol

Universo Paralelo das Palhetas – Apatia

Zahra Hir – Diverso

Prima Matéria – O que não parece mais

Bleed Chapter – It’s Over

Negra Melodia – Pedra Palmares

 

 

 

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