Correio de Carajás

Ex-juíza da Comarca de Marabá assume como nova desembargadora do TJPA

Kátia Parente Sena, que construiu parte de sua sólida trajetória na magistratura atuando no sudeste paraense, tomou posse no segundo grau, no Tribunal de Justiça do Pará

Mulher sorridente em beca preta com estola branca, caminhando em evento formal.
A agora desembargadora Kátia Parente na solenidade de posse/ Fotos: Ricardo Lima/TJPA
Por: Da Redação
✏️ Atualizado em 15/04/2026 16h34

A magistratura paraense vivenciou um momento de renovação esta semana, com a posse de quatro novos integrantes no segundo grau do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). Entre os empossados, ganha destaque a trajetória da agora desembargadora Kátia Parente Sena, magistrada que teve parte da sua carreira atuando na Comarca de Marabá, no sudeste do estado, antes de ascender ao topo do Judiciário paraense pelo rigoroso critério de merecimento.

A solenidade, conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Roberto Gonçalves de Moura, ocorreu no Plenário Oswaldo Pojucan Tavares, em Belém, na noite de 13 de abril. Além de Kátia Parente Sena, também foram empossados os desembargadores Vanderley de Oliveira Silva (igualmente pelo critério de merecimento), Edmar Silva Pereira e Alda Gessyane Monteiro de Souza Tuma (ambos pelo critério de antiguidade).

Os quatro novos desembargadores, depois de empossados

A ascensão de Kátia Parente Sena ao desembargo representa o reconhecimento de uma carreira marcada pela dedicação à prestação jurisdicional em diversas regiões do estado. Antes de se tornar titular da 4ª Vara da Fazenda de Belém, cargo que ocupava desde 2016, a magistrada acumulou valiosa experiência no interior.

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Sua passagem pela Comarca de Marabá, nos anos 2000, é lembrada como um período de forte atuação, somando-se às suas experiências nas comarcas de Itaituba, Moju, Mocajuba e Rurópolis, município onde iniciou sua jornada na magistratura.

O currículo da nova desembargadora revela um perfil voltado não apenas para o julgamento de processos, mas também para a gestão e a inovação no Judiciário. Kátia Parente Sena exercia a função de diretora do Fórum Cível de Belém e destacou-se nacionalmente por sua atuação na área da judicialização da saúde.

Ela coordenava o Comitê Estadual de Saúde do Pará, o Núcleo de Apoio Técnico ao Judiciário (NATJus/PA) e o 6º Centro Judiciário de Solução de Conflitos (CEJUSC) Saúde, além de integrar o Comitê Nacional do E-NATJUS e o Centro de Inteligência do Poder Judiciário.

No campo acadêmico, a desembargadora mantém constante aprimoramento. É mestranda do Mestrado Profissional em Direito da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) e atua como pesquisadora e professora permanente do Programa de Mestrado em Direito na Sociedade da Informação das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

Sua experiência inclui ainda atuações como juíza auxiliar da Presidência e da Corregedoria do TJPA, juíza auxiliar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e juíza eleitoral.

Durante a cerimônia de posse, após prestar o juramento regimental, assinar o termo e receber o Grau Grã-Cruz da Medalha do Mérito Judiciário, Kátia Parente Sena proferiu um discurso marcado pela emoção e pela gratidão. “Quero agradecer a confiança deste tribunal no meu nome e dizer que vou fazer o melhor que puder”, destacou a magistrada.

Relembrando os desafios e as vitórias de sua trajetória profissional, a ex-juíza de Marabá emocionou os presentes ao falar sobre o apoio que recebeu ao longo dos anos. “Às vezes, palavras simples tocam o coração. Eu fui brindada não só por estar aqui hoje, mas por receber tantas mensagens de carinho. Vocês me curaram. Esse bem é o que eu vou levar ao tribunal: minha força, minha vontade de fazer justiça e de trabalhar”, afirmou a nova desembargadora.

Fortalecimento da Corte

Os demais empossados também destacaram seus compromissos com a Justiça. O desembargador Vanderley de Oliveira Silva, com quase 30 anos de magistratura e passagens por comarcas como Chaves e Itupiranga, afirmou que o momento representa “a renovação de um compromisso público com a justiça, com a sociedade e com a dignidade da pessoa humana”.