📅 Publicado em 11/06/2026 14h06
Por volta das 4 horas desta quinta-feira (11), Reynan Viana de Souza, 25 anos, foi morto na Rua Espírito Santo, no Bairro Laranjeiras, em Marabá. Com um extenso histórico criminal, ele havia deixado o sistema prisional recentemente.
De acordo com informações colhidas pela reportagem do CORREIO, que esteve no local logo após o crime, Reynan caminhava pela via pública quando foi abordado. O crime foi praticado por um único atirador, que conduzia uma motocicleta modelo Honda Pop. O condutor emparelhou com a vítima e efetuou diversos disparos de arma de fogo à queima-roupa. O criminoso fugiu logo em seguida.
A vítima carregava uma porção de droga em uma das mãos, indicando que ela poderia ter comprado o entorpecente pouco antes de ser abordada. A perícia técnica inicial apontou que nenhuma cápsula deflagrada foi deixada no chão, o que levanta a forte suspeita de que a arma utilizada tenha sido um revólver.
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A Polícia Militar foi acionada e, de acordo com o subtenente Isaías, o procedimento padrão foi seguido rigorosamente: preservação da cena do crime até a chegada da equipe de Homicídios da Polícia Civil e, posteriormente, do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela perícia de local e pela remoção do corpo para os exames de necropsia.
Familiares do jovem estiveram no local. Muito abalados, compareceram o pai, um conhecido trabalhador do ramo gráfico, morador do Bairro Cabelo Seco, a mãe e dois irmãos da vítima. Em conversa com a equipe de reportagem, os pais relataram, em meio ao luto, que o desfecho trágico já era temido devido ao histórico de dependência química e à rotina perigosa que o jovem mantinha.
Reynan estava sob regime de livramento condicional e respondia na Justiça por crimes como furto qualificado, roubo, receptação (dolosa e culposa) e delitos de trânsito. Inclusive, em registros recentes das forças de segurança, ele já havia sido flagrado descumprindo o horário de recolhimento domiciliar obrigatório (das 22h às 6h) em outras áreas da cidade.

A motivação exata e a autoria do assassinato serão investigadas. No entanto, o subtenente Isaías ressaltou que o trecho onde o crime aconteceu conta com câmeras de monitoramento residencial e comercial. As imagens dos circuitos internos de segurança serão formalmente solicitadas pela Delegacia de Homicídios para traçar a rota de fuga do executor.
