A Justiça de São Paulo condenou novamente a ex-aluna de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Alicia Dudy Muller Veiga, que confessou o desvio de R$ 937 mil arrecadados pela comissão de formatura de sua turma. Segundo a Justiça, ela aplicou um golpe na lotérica onde tentou recuperar o dinheiro perdido e pode cumprir três anos de prisão em regime semiaberto.
Em 2023, Alicia era presidente da comissão de formatura e transferiu a quantia arrecadada para sua conta pessoal sem consentimento dos colegas. Em seu depoimento, ela alegou que sacou o dinheiro por desconfiança da empresa que administrava os fundos. No entanto, a polícia comprovou que ela usou parte do valor para despesas pessoais.
A ex-aluna foi condenada pelo crime de estelionato, com pena de cinco anos em regime semiaberto, além de indenização às vítimas no valor do prejuízo causado. Contudo, ela recorreu da decisão, que ainda não teve novo julgamento e tramita sob sigilo.
Leia mais:Nessa terça-feira (24/2), a Justiça decidiu por uma nova condenação contra a mulher. Segundo o responsável pela lotérica que acusa ela de golpe, na época, Alicia foi ao estabelecimento e encomendou R$ 891,5 mil em bilhetes da Lotofácil. Até que, naquela tarde, os funcionários perceberam que ela queria pagar a quantia com um Pix agendado, o que não é possível. Houve uma pequena discussão e ela desistiu das apostas.
Naquela altura, porém, os funcionários já haviam apostado R$ 193 mil e Alicia teria saído levando os bilhetes, sem pagar. A estudante, ainda de acordo com o dono da unidade, era sua cliente desde abril: fazia apostas altas, na casa dos R$ 10 mil, quase que diariamente. Por isso, havia feito amizade e tinha a confiança dos funcionários do local.
Ela foi condenada novamente por estelionato e pode cumprir três anos de prisão em regime semiaberto. Além disso, ela deve reparar o dano de R$ 192.908,47, valor que deverá ser corrigido e acrescido de juros. Alicia ainda pode recorrer da sentença.
Apesar das condenações, a ex-estudante conseguiu obter seu registro profissional como médica e hoje aparece como membro ativo no Conselho Federal de Medicina (CFM).
Procurada pela reportagem, a defesa da ex-estudante, representada pelo advogado Sergio Giolo, informou que irá recorrer da sentença.
“No momento, não é adequado comentar o mérito da acusação, especialmente porque há recursos pendentes e medidas em curso perante instâncias superiores, que discutem nulidades relevantes do processo. Eventuais manifestações públicas serão feitas no tempo e no foro apropriados, com respeito ao devido processo legal e à ampla defesa”, disse o advogado.
(Fonte: Metrópoles)
