Correio de Carajás

Estudo sugere que homens são principais transmissores do coronavírus

COVID-19

Foto: Myke Sena/MS
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Pesquisa é do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo

Pesquisa do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo (IB-USP), sugere que os homens podem ser os principais transmissores do novo coronavírus em relação às mulheres. Os resultados do trabalho foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo sem revisão por pares.

No processo de revisão por pares, os revisores podem sugerir que o trabalho seja rejeitado, publicado como está ou enviado de volta aos cientistas para mais experimentos.

Segundo a pesquisa, existem diferenças entre homens e mulheres na suscetibilidade e transmissão de covid-19 entre casais com contato direto sem medidas de proteção. O levantamento epidemiológico foi realizado de julho de 2020 a julho de 2021, incluindo 1.744 casais brasileiros não vacinados contra a covid-19, com pelo menos um dos parceiros infectado e diagnosticado.

Leia mais:

Os dados coletados mostraram que os homens foram os primeiros ou únicos infectados na maioria dos casos, incluindo os casais concordantes – quando ambos foram infectados – como nos discordantes, quando um dos parceiros permaneceu assintomático apesar do contato próximo com o infectado. No total, 946 homens foram infectados primeiro em comparação com 660 mulheres.

“Essa constatação corrobora e está em consonância com descobertas feitas em estudos recentes que realizamos, que já indicavam que homens podem transmitir mais o novo coronavírus”, disse Mayana Zatz, professora do IB-USP.

Outro estudo, publicado no início de agosto por pesquisadores de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco na revista Diagnostics, apontou que os homens apresentam uma carga do vírus na saliva cerca de dez vezes maior do que mulheres, particularmente até os 48 anos de idade. A diferença de carga viral não foi detectada em testes com amostras nasofaríngeas, segundo o estudo coordenado pela professora Maria Rita Passos-Bueno.

“Como o vírus é transmitido principalmente por gotículas de saliva, deduzimos que isso explicaria porque os homens transmitem mais vírus do que as mulheres”, disse Mayana.

(Agência Brasil)

 

*Com informações da Agência Fapesp

Comentários

Mais

CTA realiza “Dia D” no combate à AIDS em Parauapebas

CTA realiza “Dia D” no combate à AIDS em Parauapebas

Uma ação nomeada como “Dia D” pelo Centro de Testagem e Aconselhamento de Parauapebas (CTA) foi realizada na manhã desta…
No Dia Mundial de Combate à Aids, papa pede solidariedade a vítimas

No Dia Mundial de Combate à Aids, papa pede solidariedade a vítimas

 O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (1º) mais solidariedade com aqueles que sofrem com o vírus HIV, para garantir os…
Confira quem tem direito à tarifa social de energia elétrica com as novas regras

Confira quem tem direito à tarifa social de energia elétrica com as novas regras

O brasileiro poderá ter um desconto na conta de luz de 100% graças a um projeto de lei que prevê…
Nascidos em dezembro têm até o dia 31 para aderir ao saque-aniversário

Nascidos em dezembro têm até o dia 31 para aderir ao saque-aniversário

Trabalhadores nascidos em dezembro têm, de hoje (1º) até 31 de dezembro, para aderir ao saque-aniversário do Fundo de Garantia…
São Paulo confirma terceiro caso da variante ômicron no Brasil

São Paulo confirma terceiro caso da variante ômicron no Brasil

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (1°) o terceiro caso da variante Ômicron no…
Vacinas devem proteger infectados por variante Ômicron, diz secretário

Vacinas devem proteger infectados por variante Ômicron, diz secretário

O secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, disse, nesta quarta-feira (1º),que é possível que as vacinas sejam menos…