Correio de Carajás

Estudantes sem apoio nos Jogos Abertos em Tucuruí

Relato de um familiar aponta falta de material esportivo para os estudantes/atletas, problemas no alojamento e desorganização da delegação do município

Atletas com uniformes emprestados, porque a Semel não patrocinou o equipamento
Por: Chagas Filho

A participação de estudantes/atletas de Marabá nos Jogos Abertos do Pará, realizados em Tucuruí, foi marcada por reclamações relacionadas à falta de estrutura e apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel). A denúncia foi feita de forma anônima por um familiar de um dos atletas que integraram a delegação.

Segundo o relato, algumas modalidades teriam participado da competição utilizando uniformes emprestados de clubes esportivos de Marabá. Atletas do futebol, por exemplo, usaram material do Pegadas F.C. No handebol, teriam sido utilizados uniformes do Handmar, enquanto equipes femininas de handebol e futsal teriam recorrido a materiais do Marabá Futebol Clube. Já a equipe de futebol de areia, segundo a denúncia, teria utilizado uniformes de uma gestão anterior.

A denunciante afirma que alguns atletas teriam recebido apoio financeiro diretamente de dirigentes ou parceiros de clubes para conseguir participar da competição.

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Dentro desse contexto, os atletas acabaram sendo os principais responsáveis por garantir a participação de Marabá, contando com o apoio de clubes e parceiros. A denunciante considera que o município deveria oferecer, ao menos, condições básicas, como uniformes, material esportivo, transporte, alojamento adequado e horários regulares para treinamento.

A denúncia também aponta dificuldades enfrentadas pelas seleções municipais durante o ano, principalmente para conseguir horários de treinamento no Ginásio Poliesportivo da Folha 16. Segundo o relato, em algumas situações os horários seriam disponibilizados apenas às vésperas das competições.

Ainda de acordo com a pessoa que denunciou, a falta de estrutura pode contribuir para que atletas deixem de representar Marabá, já que muitos prefeririam defender uma seleção municipal organizada, e não participar de competições utilizando a estrutura de clubes particulares.

Apesar das críticas, a denunciante faz questão de preservar a imagem dos atletas, classificando-os como “heróis” por terem participado da competição mesmo diante das dificuldades relatadas.

O CORREIO solicitou uma nota de esclarecimento por parte da Secretaria de Comunicação do Município (Secom), mas até o fechamento desta reportagem nenhuma resposta havia sido encaminhada.