📅 Publicado em 13/05/2026 13h42✏️ Atualizado em 14/05/2026 13h51
Uma estudante estagiária do curso técnico de Enfermagem denunciou um enfermeiro do Hospital Municipal de Marabá (HMM) por supostos crimes de assédio sexual e importunação sexual. De acordo com o relato da vítima, os fatos ocorreram durante o período de estágio.
A estudante afirma que, ao ser conduzida à sala de sutura, o enfermeiro passou a tocá-la sem consentimento, inclusive apalpando seus seios. Ainda conforme a denúncia, a vítima tentou impedir a ação e repreendeu o acusado, porém os atos teriam voltado a ocorrer em um segundo momento.
A estudante procurou o advogado criminalista Arnaldo Ramos. Ele informou à reportagem que os nomes da estudante e do investigado serão preservados em razão do sigilo legal aplicado a investigações envolvendo crimes sexuais.
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Segundo o advogado, a defesa da vítima está reunindo provas e relatos que poderão subsidiar as medidas judiciais e administrativas cabíveis. Ele afirma ainda que outras possíveis vítimas já teriam procurado assistência jurídica para relatar situações semelhantes.
A expectativa, de acordo com Arnaldo Ramos, é que o material seja encaminhado ao Município (para providências administrativas) e ao Ministério Público, para apuração dos fatos.
Entre as medidas que poderão ser solicitadas está a representação pela prisão preventiva do investigado, sob a justificativa de possível reiteração criminosa e necessidade de preservação da ordem pública.
O advogado também destacou a importância de que vítimas de crimes dessa natureza procurem as autoridades policiais para formalizar denúncias, ressaltando que a responsabilização depende da investigação e da atuação dos órgãos competentes.
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da direção do Hospital Municipal de Marabá, informa que, até o momento, não recebeu qualquer denúncia formal ou comunicação oficial referente aos possíveis fatos mencionados na reportagem, seja por parte da suposta vítima, representantes legais, instituições de ensino ou órgãos competentes.
A direção do HMM diz ter entrado em contato com as instituições de ensino que mantêm estágio supervisionado e estudantes em atividade nesta unidade hospitalar, os quais informaram que, até o momento, também não receberam qualquer tratativa formal relacionada ao possível caso citado.
“O HMM repudia qualquer conduta relacionada a assédio sexual, importunação sexual ou qualquer ato que viole a dignidade, a integridade física e emocional de pacientes, colaboradores, estudantes ou estagiários no ambiente hospitalar. A instituição destaca que toda denúncia recebida será tratada com seriedade, responsabilidade, sigilo e observância aos princípios legais aplicáveis”, diz a nota.
Matéria atualizada às 16 horas.
