A presença das mulheres no esporte vem se tornando cada vez maior em todas as modalidades, mesmo assim o preconceito contra as atletas e profissionais da área ainda é muito presente. E mesmo com o grande número de feitos e conquistas de atletas, a visibilidade e credibilidade delas é colocada diariamente em debate apenas pelo gênero.

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Uma delas é Jheyciene Sinaira, 27 anos, árbitra da Federação Paraense de Futebol. Ela jogava futebol e faz faculdade de Ciências Contábeis. Por intermédio de uma amiga, que a convidou para fazer cursos de arbitragem, em 2013, Jheyci começou a apitar e nunca mais parou.

#ANUNCIO

Desde o ano passado, a marabaense faz parte do quadro de arbitragem da Federação Paraense de Futebol, onde passou nos testes físicos e teóricos. Jheyciene já participou de partidas do Estadual Sub 17 paraense e apitou jogos amadores, chegando a ser premiada pelo ótimo desempenho. Ela sonha em breve uma participação mais efetiva em uma partida profissional.

Mesmo qualificada e com experiência, a árbitra contou ter sofrido preconceito diversas vezes, seja pelos jogadores, seja pela torcida. “Sempre quando algum jogador questiona algum lance, tem aquele preconceito. Nunca esqueci de uma vez em que um jogador que não gostou de um lance que eu apitei, reclamou e levou cartão amarelo. Como ele já tinha um, levou o vermelho e foi expulso. Ele achou que a culpa era minha e começou a me ofender, mandou eu ir lavar louça, ficou dizendo coisas desse tipo”, contou.

O preconceito não desanima Jheyciene, que afirmou não desistir da profissão por situações como essa. “Com certeza é um desafio, mas não é por algumas opiniões que a gente vai desistir. Eu sei que tenho capacidade. São coisas que chateiam, mas não fazem desistir”.

Para ela, o preconceito com mulheres no futebol vai existir sempre. “O preconceito nunca vai acabar, mas pode diminuir com maior número de inserções de mulheres no meio futebolístico. Você vê que ainda existe o preconceito, mas aos poucos vai diminuindo”.

Segundo a árbitra, ainda existe um longo caminho a ser percorrido pelas mulheres no espaço esportivo. “O universo dos esportes é muito masculino e muitas vezes nós mulheres não somos levadas a sério. O mundo do futebol, por exemplo, é masculinizado. Acredito que deve levar um tempo para que a sociedade absorva e olhe para essas mulheres de modo diferente e legitimando suas participações no espaço do esporte, independente da modalidade”, finalizou.

Sem festa no esporte

Hoje é o Dia da Mulher e, em Marabá, não existe nenhuma programação esportiva voltada para a comemoração da data. Em 2017, até houve o Campeonato Marabaense Feminino, mas a forma de premiação anda bem longe da masculina.

Enquanto os prêmios para os homens giravam em torno de R$ 18 mil, para as mulheres estes ficaram em R$ 1.500, sendo que esse dinheiro foi retirado da própria taxa de inscrição dos próprios clubes. Esse é só um dos muitos exemplos de que a sociedade ainda está distante de uma verdadeira igualdade de gênero. (Márcio Aquino)

 

A presença das mulheres no esporte vem se tornando cada vez maior em todas as modalidades, mesmo assim o preconceito contra as atletas e profissionais da área ainda é muito presente. E mesmo com o grande número de feitos e conquistas de atletas, a visibilidade e credibilidade delas é colocada diariamente em debate apenas pelo gênero.

Uma delas é Jheyciene Sinaira, 27 anos, árbitra da Federação Paraense de Futebol. Ela jogava futebol e faz faculdade de Ciências Contábeis. Por intermédio de uma amiga, que a convidou para fazer cursos de arbitragem, em 2013, Jheyci começou a apitar e nunca mais parou.

#ANUNCIO

Desde o ano passado, a marabaense faz parte do quadro de arbitragem da Federação Paraense de Futebol, onde passou nos testes físicos e teóricos. Jheyciene já participou de partidas do Estadual Sub 17 paraense e apitou jogos amadores, chegando a ser premiada pelo ótimo desempenho. Ela sonha em breve uma participação mais efetiva em uma partida profissional.

Mesmo qualificada e com experiência, a árbitra contou ter sofrido preconceito diversas vezes, seja pelos jogadores, seja pela torcida. “Sempre quando algum jogador questiona algum lance, tem aquele preconceito. Nunca esqueci de uma vez em que um jogador que não gostou de um lance que eu apitei, reclamou e levou cartão amarelo. Como ele já tinha um, levou o vermelho e foi expulso. Ele achou que a culpa era minha e começou a me ofender, mandou eu ir lavar louça, ficou dizendo coisas desse tipo”, contou.

O preconceito não desanima Jheyciene, que afirmou não desistir da profissão por situações como essa. “Com certeza é um desafio, mas não é por algumas opiniões que a gente vai desistir. Eu sei que tenho capacidade. São coisas que chateiam, mas não fazem desistir”.

Para ela, o preconceito com mulheres no futebol vai existir sempre. “O preconceito nunca vai acabar, mas pode diminuir com maior número de inserções de mulheres no meio futebolístico. Você vê que ainda existe o preconceito, mas aos poucos vai diminuindo”.

Segundo a árbitra, ainda existe um longo caminho a ser percorrido pelas mulheres no espaço esportivo. “O universo dos esportes é muito masculino e muitas vezes nós mulheres não somos levadas a sério. O mundo do futebol, por exemplo, é masculinizado. Acredito que deve levar um tempo para que a sociedade absorva e olhe para essas mulheres de modo diferente e legitimando suas participações no espaço do esporte, independente da modalidade”, finalizou.

Sem festa no esporte

Hoje é o Dia da Mulher e, em Marabá, não existe nenhuma programação esportiva voltada para a comemoração da data. Em 2017, até houve o Campeonato Marabaense Feminino, mas a forma de premiação anda bem longe da masculina.

Enquanto os prêmios para os homens giravam em torno de R$ 18 mil, para as mulheres estes ficaram em R$ 1.500, sendo que esse dinheiro foi retirado da própria taxa de inscrição dos próprios clubes. Esse é só um dos muitos exemplos de que a sociedade ainda está distante de uma verdadeira igualdade de gênero. (Márcio Aquino)

 

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