Correio de Carajás

Educação física se reinventa sem bola na volta às aulas

Professora Luíza Gomes precisou mudar estratégia para as aulas de educação física na Escola Irmã Theodora

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Grande parte das atividades mais praticadas nas aulas de educação física antes da pandemia envolvia a bola, que sempre rolou no chão, passou de mão em mão, de pé em pé. Na volta às aulas presenciais, ainda num cenário de insegurança, o uso da bola de forma coletiva está descartado nas escolas da rede municipal de Marabá. Além disso, outras atividades, mesmo sem bola, mas que causem aglomeração, também estão sendo evitadas.

Com isso, os professores de educação física precisaram adaptar as aulas para garantir a segurança dos alunos e deles mesmos. Segundo a professora Cinthya Tenório, coordenadora do Departamento de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), desde o momento que passou a ser discutido o retorno dos alunos da rede municipal, foram feitas várias reuniões para avaliar as especificidades do componente curricular educação física.

Ela reconhece que as aulas, geralmente, são suscetíveis à aglomeração e compartilhamento de material. “Então, pensando nisso, foram definidos alguns critérios e situações que deveriam ser evitadas até por questão de segurança”, explica.

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Foram sugeridas algumas atividades que proporcionassem um melhor condicionamento físico, melhorando a imunidade do aluno, oferecendo conhecimento com aulas teóricas, para que eles também fiquem atentos ao que está acontecendo na atualidade.

“A orientação é que os professores ministrem aulas teóricas duas vezes semanais para cada turma. O professor pode ter a autonomia do momento que lhe for conveniente, de acordo com a estrutura que a escola possua. Podem oferecer uma aula teórica e uma outra prática ou ambas teóricas ou ambas práticas. Essa é uma definição do professor. Nela, poderá trabalhar a temática da saúde, pandemia ou até mesmo realizar exercícios funcionais, fazer alongamentos e expressão corporal”, esclarece.

As atividades podem ser realizadas sem contato direto entre os alunos, fora ou até mesmo no ambiente de quadra esportiva, atingindo um grande número de estudantes. “Os alunos devem levar as suas garrafinhas ou copos de água, para que não compartilhem isso na escola. Os cuidados com a limpeza das mãos com álcool ou sabão vamos sempre incentivar. Os próprios professores também já se organizaram para levar de casa seu próprio material de limpeza. Todas as orientações foram dadas, tanto pela Coordenadoria de Educação Física, quanto pelo Departamento de Formação, através da professora Shirley Calandrini”, ressalta.

A professora de educação física, Luiza Gomes, da Escola Irmã Theodora, destaca que no mundo todos os educadores tentam criar um ambiente seguro para que todos os alunos voltem com um mínimo segurança às aulas presenciais. Ela ressalta que a educação física, por questões culturais e históricas, procurou implementar atividades que não precisam do contato corporal. “Muitos profissionais dessa área estão adaptando atividades para que possam desenvolver suas estratégias, ao mesmo tempo que motive aquele público já acostumado a um tipo de aula. Muitos desses profissionais têm obtido êxito em suas ações, com ginástica, meditação, entre outros recursos exitosos”, exemplifica.

Para realizar atividades com seus alunos, a professora trocou a bola por colchonetes e as atividades são realizadas em grupos menores. Entre uma turma e outra, ela mesma higieniza os colchonetes e prepara o ambiente para receber outros estudantes.

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