Correio de Carajás

Dívidas aumentam e atingem 63% dos paraenses economicamente ativos

Foto: Divulgação
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Mais da metade dos paraenses economicamente ativos vão fechar o ano endividados. Seis em cada dez consumidores não vão conseguir começar 2020 no azul. Só no início de dezembro, o percentual de argolados já alcançava 63%, nove pontos percentuais a mais que no ano passado.

A vendedora Marília Oliveira já viveu um pesadelo em que o vilão era o cartão de crédito. “Um grande pesadelo. Tinha vezes que eu não conseguia dormir. A preocupação não era mensal, era diária. Eu dormia pensando que quando fosse 7h30 da manhã já iam me ligar cobrando”, relata. Compras por impulso e o hábito de emprestar o cartão para amigos criaram a tormenta. Hoje, com organização financeira, ela conta que tudo mudou. “É um grande prazer não ter cartão de crédito. Compro tudo no débito, só aquilo que eu preciso. Quando você diz não dentro de uma loja, não é porque você não tem dinheiro, é porque você não tem motivo para ter aquele produto”, diz.

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, dados da Federação do Comércio do Pará. No início deste mês, 63% dos paraenses economicamente ativos apareciam endividados. No ano passado esse número era 54%. Entre os principais tipos de dívidas para quem recebe até dez salários mínimos as principais dívidas estão relacionadas a cartão de crédito (72%), carnês (20%) e crédito pessoal (15%).

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Por outro lado, o nível de inadimplência no Estado caiu de 27% em dezembro de 2018 para 23% um ano depois. O endividamento, ou seja, fazer novas dívidas, e a inadimplência, que é o atraso no pagamento dessas dívidas, são mais elevados entre as pessoas de menor poder aquisitivo.

Lucas Rocha conta que estava endividado até a metade do ano passado. Depois de consultar uma assessoria de investimentos, melhorou a organização financeira e hoje em dia já consegue poupar e está até investindo. “Hoje, minha vida é planejada. Quando eu recebo meu dinheiro eu sei pra que fim cada parte dele tem”, diz Lucas.

Entre as dicas para evitar que a bola de neve aumente estão: o planejamento, organização financeira, evitar compras por impulso, guardar uma reserva para emergência e gastar somente o necessário. (G1 Pará)

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