Correio de Carajás

Diretor-geral do DNIT confirma demolição das pontes sobre o Itacaiunas

Diretor-geral do departamento, Fabrício Galvão, destacou que estudos técnicos apontaram inviabilidade na recuperação das estruturas existentes.

Ponte rodoviária movimentada sobre rio barrento, cercada por vegetação exuberante, com carros e sinalização de 'Bem-Vindo a Marabá'.
Após semanas de silêncio, confirmação veio nesta sexta-feira
Por: Luciana Araújo
✏️ Atualizado em 10/04/2026 17h45

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Fabrício Galvão, confirmou a demolição das duas pontes sobre o Rio Itacaiunas, em Marabá. A declaração foi dada em resposta a questionamento do deputado federal Airton Faleiro (PT) e divulgada nesta sexta-feira (10).

Segundo o DNIT, a reconstrução será feita em etapas. Primeiro, uma das pontes será demolida e reconstruída, enquanto o tráfego será mantido pela outra. Após a conclusão dessa etapa, a segunda estrutura passará pelo mesmo processo.

Durante a conversa com Faleiro, Fabrício Galvão explicou que estudos técnicos apontaram inviabilidade na recuperação das estruturas existentes.

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“As duas pontes de Marabá se apresentaram economicamente inviáveis de se fazer uma recuperação. Até financeiramente, o custo não vale a pena. Então, foi decidido fazer pontes novas”, afirma.

Ele também destaca que a estratégia de execução busca evitar a interrupção total do trânsito na região. Por isso o processo de demolição e reconstrução será feito de forma sequencial, primeiro uma ponte e depois a outra.

A confirmação desta sexta-feira ocorre após meses de incerteza sobre o futuro das estruturas. De acordo com o vereador Marcelo Alves (PT), que acompanhou agendas em Brasília, a demolição já vinha sendo discutida, mas ainda não havia sido oficializada pelo órgão.

As pontes são consideradas ligações estratégicas dentro de Marabá, conectando os núcleos da cidade e recebendo fluxo de veículos de todo o país. As pontes fazem parte da rodovia BR-230.

A decisão do DNIT ocorre após estudos técnicos indicarem problemas estruturais nas duas construções, sendo uma delas mais recente, com pouco mais de uma década de uso.

Segundo informações já levantadas pelo CORREIO sobre o caso, o processo de licitação para a obra está em fase interna, sem previsão definida para o início dos trabalhos.