Tony Araújo assume defesa de Diogenes Samaritano / Foto: Ronaldo Modesto

O agente de trânsito DiogenesSamaritano já foi transferido da Carceragem do Rio Verde, em Parauapebas, parao Centro de Recuperação Anastácio das Neves (CRECAN), em Belém. Ele tambémtrocou os advogados de defesa no processo criminal.

O agente é acusado de matar amulher, Dayse Dyana Lemos, jogando ela pela janela e tentar forjar uma cena desuicídio. O processo do caso já foi concluído pela Polícia Civil, que oindiciou ele por feminicídio. O crime aconteceu em 31 de março deste ano, nacasa onde casal morava, na Rua Canidé, no Bairro Parque dos Carajás.

Por razões não divulgadas, oescritório de advocacia que começou a defender Diógenes Samaritano está deixandoo caso criminal, que vai ser assumido pelo advogado Tony Araújo. Os advogados HelderIgor Sousa Gonçalves e Rodrigo Mota Araújo irão continuar com a defesa deSamaritano no processo civil, segundo informou Tony Araújo.

Ele diz que está assumindo adefesa de Diógenes a pedido do próprio agente, que é seu amigo pessoal. “Ele émeu amigo e pediu para assumir a defesa dele e eu aceitei. Os advogados quecomeçaram o processo estão me passando o caso, já com protocolo de pedido dehabeas corpus dele, e agora vou me debruçar sobre o caso, para no decorrer dostrâmites legais, formular a defesa do meu cliente”, pontua o advogado.

Segundo Tony Araújo, Samaritanoestá bem, mas ainda abalado emocionalmente e segue negando a autoria dofeminicídio. “Ele nega isso e só ele sabe exatamente o que aconteceu”, frisa.

O advogado rebateu as declaraçõesdadas pela família de Dayse, de que ele viria os ameaçando. “Isso é fora dequalquer lógica. Isso nunca passou pela cabeça dele. Inclusive o fato da morteda mulher dele foi uma coisa que podemos dizer que foi incidente. Ele não premeditounada e nega que a tenha matado”, assegura Tony Araújo, frisando que seu clienteestá agora custodiado pelo Estado e não tem comunicação com o mundo aqui forapara estar fazendo ameaças.

Ele afirmou que as informações de que o agente também teria tido problemas de agressão contra a ex-esposa dele, com quem tem um filho, e contra a irmã, não teriam qualquer procedência. “Eu já conversei com as duas e elas negam isso e, inclusive, estão dispostas a testemunhar em sua defesa. Por tanto, existem coisas que estão sendo colocadas e que não procedem”, afirma. Mais informações na edição de amanhã do Jornal Correio. (Tina Santos – com as informações de Ronaldo Modesto)