Correio de Carajás

Diocese de Marabá lança nesta sexta pacto para enfrentar feminicídio

A iniciativa reúne igreja, instituições e sociedade civil

Fachada de um edifício amarelo térreo com varanda, telhado colonial e gramado em frente.
Evento acontece na noite desta sexta-feira (27), na Chácara do Bispo, em Marabá/crédito: Google/Street View
Por: Milla Andrade
✏️ Atualizado em 26/03/2026 17h09

Seis anos após a criação da Lei nº 17.965, “Somos Todos Maria da Penha”, a Diocese de Marabá realiza o lançamento do Pacto Educativo, Pastoral e Social contra o Feminicídio. O encontro será realizado na noite desta sexta-feira (27) e pretende reunir paróquias, grupos, pastorais e movimentos para debater o tema.

A atividade também contará com a presença de autoridades e representantes da sociedade civil, em uma mobilização conjunta para enfrentar a violência contra as mulheres no município. A programação tem início às 19 horas, na Chácara do Bispo, localizada no Núcleo Cidade Nova.

Em entrevista ao CORREIO, Dom Vital Corbellini, bispo responsável pela diocese, falou sobre a proposta do evento e destacou a participação de todos. “Essa é uma missão pastoral e social. Todos temos que estar engajados na missão de dar um basta aos feminicídios que ocorrem aqui e no Brasil”, diz o bispo.

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Em meio ao avanço dos casos de feminicídio no país, realidade que também atinge Marabá, o religioso afirma que a iniciativa busca fortalecer o diálogo entre a igreja, instituições e organizações, promovendo ações integradas de prevenção e conscientização no município.

Para Dom Vital, o pacto se apresenta como um instrumento de articulação que visa ampliar o alcance de políticas educativas. “É uma união, algo firmado pela vida da comunidade”, justifica.

Para Dom Vital, a participação da sociedade reforça a responsabilidade coletiva/ Foto: Milla Andrade

O momento nasce como uma resposta urgente diante da realidade vivida por muitas mulheres. “Às vezes, a violência acontece dentro do próprio lar. Por isso, a igreja deve estar engajada nesta missão de dar um basta aos feminicídios”, afirma.

Em sua fala, o bispo também reforça o papel da responsabilidade coletiva para a transformação do cenário atual. Para ele, é necessária a mudança de comportamento e o fortalecimento das relações, baseados, primeiramente, no respeito.

Além de debater a temática, a ocasião também celebra os seis anos da Lei “Somos Todos Maria da Penha”, iniciativa idealizada pela Diocese de Marabá por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Marabá.

Além do intuito de buscar estratégias para ampliar a segurança das mulheres no município, o evento também pretende dialogar com a sociedade em geral, a fim de obter o comprometimento em uma luta comum.