Correio de Carajás

Diagnóstico precoce diminui mortalidade do câncer de mama

Especialista ouvido pelo DIÁRIO diz que a realidade do País, e também a paraense, é da falta de exames indicados para detectar a doença. (Foto: Wagner Almeida/Diário do Pará)
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Melhorar o diagnóstico precoce do câncer de mama, o tempo de tratamento para as pacientes e colocar à disposição melhores condições de tratamento no serviço público. São alguns dos desafios apontados pelo médico Sérgio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), durante o Simpósio Amazônico de Câncer de Mama, realizado na capital paraense no período de 8 a 10 de novembro.

O evento reuniu profissionais da área da saúde para uma série de palestras e discussões sobre o combate da doença. Segundo o especialista, os governos têm falhado em vários aspectos, sendo um deles o diagnóstico precoce desse tipo de tumor. “Todos os países que adotaram o sistema de rastreamento de mamografia na população registram quedas importantes de mortalidade por câncer de mama”, explica. “E, para que isso aconteça, pelo menos 70% da população deve estar sendo rastreada por mamografia”.

PARÁ

Leia mais:

No Estado do Pará, o câncer de mama é o terceiro tipo de câncer que mais afeta as mulheres. Mas o presidente da SBOC afirma que a realidade é diferente, pois apesar dos dados de 2017 do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontar baixa incidência de casos, a realidade não é computada, pois o diagnóstico é precário. “Para se ter ideia, no interior do Pará são 17 casos para a cada 100 mil mulheres, já na capital pula para 44. Por isso, acreditamos que a incidência de câncer de mama sequer é conhecida”, reforça.

Além de palestras, o Simpósio deu oportunidade de pacientes que lutam contra o câncer dividir as experiências com o público. Maria das Graças Brasil, de 66 anos, foi uma delas. Ela foi diagnosticada com câncer de mama há 16 anos, teve metástase nos dois pulmões, no fígado e nos ossos e, teve leucemia. “Se tenho tantas chances de tratamento, vou fazer para viver e viver bem”, garante a paraense, mãe de 2 filhas, avó de 7 netos, e que continua fazendo quimioterapia da mama e acompanhamento da leucemia.

(Diário do Pará)

Mais

Sintepp anuncia greve na educação de Marabá para esta terça-feira

Sintepp anuncia greve na educação de Marabá para esta terça-feira

Por meio de seu blog na Internet, a Subsede local do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintepp) anunciou, nesta segunda-feira,…
Banco Central abre consultas para saques e trocos via Pix

Banco Central abre consultas para saques e trocos via Pix

Até 9 de junho, correntistas e clientes de todo o país poderão apresentar sugestões para que o Banco Central (BC)…
Mais de 38 mil pessoas já participaram de contações de história durante a pandemia

Mais de 38 mil pessoas já participaram de contações de história durante a pandemia

A pandemia da covid-19 consolidou a internet como principal plataforma de entretenimento no Brasil. A rede está repleta de programações…
Petrobras firma contrato para construção de sétima plataforma

Petrobras firma contrato para construção de sétima plataforma

A Petrobras divulgou hoje (10) que assinou contrato para construção da P-78, sétima unidade a ser instalada no campo de…
79% de mulheres que atuam na música são discriminadas

79% de mulheres que atuam na música são discriminadas

Pesquisa realizada pela União Brasileira de Compositores (UBC) junto a compositoras, intérpretes, musicistas, produtoras fonográficas e técnicas, não necessariamente associadas…
Fiocruz investiga transmissão da covid-19 entre crianças e adultos

Fiocruz investiga transmissão da covid-19 entre crianças e adultos

Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com outras instituições de pesquisa constatou uma transmissão mais frequente…