Correio de Carajás

CPT realiza programação sobre trabalho escravo

13 DE MAIO

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Começou no último dia 10 e se encerra nesta sexta-feira (14) a programação da Semana Nacional de Comunicação em Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, que faz parte da Campanha “De Olho Aberto para Não Virar Escravo”, da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em razão da pandemia, a programação deste ano está pautada na divulgação de informações por meio de cards nas redes sociais e spots para rádios. Mas haverá também uma live nesta quinta-feira (13), às 19h.

O tema da live é um questionamento: “Em meio à covid, trabalho escravo pode se tornar uma epidemia?”. A live será transmitida pelo Facebook e Youtube da CPT Nacional e terá as participações de Brígida Rocha, agente da CPT no Maranhão; Cristiane Nogueira, procuradora do Trabalho, do Ceará; Marcelo Campos, auditor fiscal do Trabalho; e Gildásio Meireles, trabalhador rural.

Há 25 anos, a campanha “De Olho Aberto para Não Virar Escravo” atua na divulgação de informações, denúncias e acolhimento de trabalhadores. Nessas duas décadas e meia, a campanha apresentou mais de 1.600 denúncias envolvendo cerca de 42 mil pessoas submetidas a situações análogas à escravidão.

Leia mais:

A campanha da CPT conta com várias entidades parceiras. Nos Estados do Pará, Maranhão e Tocantins, a Comissão desenvolve o programa RAICE – Rede de Ação Integrada para Combater a Escravidão. Na semana do “13 de Maio”, que marca a abolição da escravidão no País, a ideia é fortalecer a reflexão sobre a realidade das trabalhadoras e trabalhadores no Brasil de hoje.

O que é trabalho escravo

Para identificar um possível caso de trabalho análogo a escravidão é preciso verificar como é a alimentação, as condições da água para beber e para tomar banho, assim como o alojamento, os contratos e pagamentos. É preciso verificar também se há agressões verbais ou físicas por parte do empregador; se há discriminação e pressão psicológica; se o patrão se nega a entregar algum documento ao empregado ou empregada; se o pagamento é feito de forma correta; ou ainda se o trabalhador/trabalhadora não se comunica com a família.

De acordo com o Código Penal Brasileiro (CPB), o trabalho análogo ao escravo se caracteriza pelo trabalho forçado, servidão por dívida, trabalho degradante ou jornada exaustiva. Nossa legislação preconiza que os trabalhadores devem ter seus direitos e sua dignidade respeitados no ambiente de trabalho.

Denúncias de trabalho escravo devem ser feitas pelo “Disque 100”, ou na própria sede da CPT e Ministério Público do Trabalho (MPT). (Chagas Filho)

Comentários

Mais

Mega-Sena: aposta única leva prêmio de R$ 43,2 milhões

Mega-Sena: aposta única leva prêmio de R$ 43,2 milhões

Uma aposta feita em Balneário Camboriú (SC) levou o prêmio de R$ 43,2 milhões da Mega-Sena. O apostador acertou as…
Bolsonaro faz 'motociata' em SP ao lado de apoiadores

Bolsonaro faz 'motociata' em SP ao lado de apoiadores

O presidente Jair Bolsonaro está em passeata pela cidade de São Paulo, em manifestação organizada por integrantes de clubes de…
Aos 80 anos, morre o ex-vice-presidente Marco Maciel

Aos 80 anos, morre o ex-vice-presidente Marco Maciel

Morreu neste sábado (12), aos 80 anos, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel. Segundo o genro do político, Joel Braga,…
Capacitação de profissionais é aposta para combater trabalho infantil

Capacitação de profissionais é aposta para combater trabalho infantil

No lugar da boneca e do carrinho, a enxada e a vassoura. No lugar do tempo para estudo e descanso,…
Casal passou a morar junto e construiu sua “família”

Casal passou a morar junto e construiu sua “família”

  A história de Juliana Milhomem e Victoria Kaline é semelhante à de Polyana e Amanda. Ambas se conheceram em…
Mulheres que são felizes com outras mulheres

Mulheres que são felizes com outras mulheres

“Consideramos justa toda forma de amor”. Parafraseando Lulu Santos, começamos essa história com o trecho da emblemática música “Toda forma…