Correio de Carajás

Corpo de Bombeiros nega risco estrutural em escolas de Parauapebas

Oficial do 23º Batalhão afirma que problemas são apenas com equipamentos de combate a incêndio, não na estrutura dos prédios.

Homem de óculos em uniforme militar segurando um microfone e falando.
Tenente Rodrigues explica que a estrutura física dos prédios das escolas não está comprometida
Por: Ronaldo Modesto e Luciana Araújo
✏️ Atualizado em 07/05/2026 15h12

Circulam nas redes sociais e portais de notícias de Parauapebas, informações sobre supostas irregularidades em 85 escolas do município. As informações, que alertam para o risco de uma tragédia, foram esclarecidas pelo subcomandante do 23º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Parauapebas, tenente Lucas Rodrigues da Silva, em entrevista para o Correio de Carajás nesta quinta-feira (7).

Para sanar as especulações e tranquilizar a população, o oficial garantiu que as pendências documentadas pela corporação estão relacionadas exclusivamente a equipamentos de segurança contra incêndio, como extintores vencidos, e não representam riscos à estrutura física dos prédios, que são novos.

De acordo com o oficial, foram veiculados trechos cortados de um vídeo gravado durante uma audiência pública de segurança no dia 4 deste mês, no bairro Nova Carajás. Nas imagens originais, o militar abordava a importância do licenciamento adequado das unidades educacionais. Ao ser divulgada de maneira incompleta, a fala do subcomandante gerou publicações alarmistas em portais de notícias locais.

Leia mais:



Corpo de Bombeiros ressalta que os problemas nas escolas são relacionados a incêndios, não risco na estrutura

“Quando nós falamos que algumas escolas estão irregulares, não me referia para a parte de estrutura, e sim para a de combate a incêndio e emergência. É essa parte que o Corpo de Bombeiros vai olhar”, afirma Rodrigues. Ele também nega que os prédios estejam comprometidos ou prestes a desabar.

Questionado sobre as críticas direcionadas à gestão municipal, especificamente ao prefeito Aurélio Goiano e à secretária de Educação, Maura Paulino, o tenente pontuou que a adequação das escolas esbarra nos prazos burocráticos exigidos pelo poder público. A compra de novos equipamentos de segurança depende de processos de licitação, o que impede resoluções imediatas. O oficial também fez questão de destacar a postura colaborativa da atual gestão da pasta de educação.

“A secretária é uma pessoa que sempre está à disposição para somar. Já nos procurou várias vezes para tirar dúvidas e fazer o que é melhor para o município. O Corpo de Bombeiros não é inimigo de ninguém, estamos aqui para somar e para que a sociedade possa ganhar ainda mais”, declara Rodrigues.

Sobre o número de instituições notificadas, o tenente confirmou que a estimativa de 85 escolas engloba as zonas urbana e rural de Parauapebas. Ele explica, ainda, que as vistorias são um procedimento anual padrão e obrigatório, aplicado não apenas a órgãos públicos, mas também ao setor privado, para garantir a validade dos licenciamentos.

“Como mexe com gente, o bombeiro tem que verificar. As vistorias são anuais. Há escolas com extintores vencidos, mas existem empresas também na mesma situação. Nós vamos com a equipe para verificar e orientar os gestores a regularizar”, detalha o oficial.

Apesar da pressão popular e das cobranças por respostas imediatas do Executivo municipal, o tenente informou que o prefeito ainda não entrou em contato direto com ele sobre o tema. No entanto, o cronograma de reuniões técnicas para solucionar as pendências segue ativo.

“Nós vamos conversar com a Secretaria de Educação e o órgão do município para tentar regularizar, como a doutora Maura já veio várias vezes”.

O subcomandante reitera que o objetivo central da corporação é a prevenção de incidentes e a garantia da segurança de alunos, professores e servidores.